Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil
Enviada em 10/09/2024
O filme “Depois do universo” retrata de forma realista um dos desafios significativos enfrentados pela sociedade brasileira hoje: doenças autoimunes. Através dos olhos da personagem principal, Nina, os espectadores experimentam a dificuldade e a luta diária de alguém que, desde pequena, enfrenta os sintomas do lúpus. Essa condição autoimune ilustra bem o problema do tratamento no Brasil, onde o acesso a medicamentos é dificultado pelo alto custo e a disponiblidade de terapias especializadas ainda é limitada. Esse cenário destaca um grave problema relacionado à desigualdade no acesso e à dificuldade de democratização dos serviços de saúde, que afeta profundamente os pacientes e sua família.
Segundo dados da fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Nessa situação, é especialmente preocupante quando se trata de problemas coletivos, como o tratamento de doenças autoimunes. Para enfrentar esses desafios, é necessário um investimento massivo em infraestrutura e em recursos humanos. A falta de diálogo entre os órgãos responsáveis impede a coordenação eficaz para melhorar os serviços públicos e privados, além de uma carência significativa de profissionais especializados.
Segundo Hegel, a razão deve reger o mundo, promovendo decisões lógicas e equilibradas. No entanto observa-se uma atuação de irracionalidade na política de investimentos em saúde pública no Brasil. O problema se agrava pela supremacia de interesses financeiros, que frequentemente priorizam lucros sobre necessidades coletivas. Essa abordagem resulta em investimentos insuficientes para o tratamento de doenças autoimunes e outras condições de saúde, perpetuando a desigualdade no acesso a cuidados adequados e comprometendo a eficiência do sistema de saúde.
Portanto, para que esse grave problema seja efetivamente abordado, é crucial adotar medidas específicas. Isso inclui aumentar os investimentos em saúde, melhorar a formação e a distribuição de profissionais especializados, e revisar políticas públicas para garantir o acesso a tratamentos adequados para assim garantir a inclusão de tratamentos inovadores e acessíveis para a população.