Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil

Enviada em 15/09/2024

Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, o Estado deve garantir políticas sociais e econômicas para a saúde de todos. Apesar disso, tal máxima não tem sido cumprida, visto que o tratamento para doenças autoimunes ainda enfrenta muitos desafios, como a negligência estatal, o que ocasiona uma qualidade de vida fragilizada aos doentes.

Em primeiro plano, cabe destacar que a ineficiência governamental dificulta o tratamento de doenças autoimunes para a população. No filme “Continência ao amor”, por exemplo, a protagonista possui diabetes tipo 1, mas a insulina não é fornecida pelo sistema de saúde de seu país e a jovem não possui dinheiro para pagar por ela. Paralelamente a isso, no Brasil, apesar de a insulina ser provida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento para outras doenças autoimunes deixa a desejar, na medida em que a população pobre acometida por tais males não recebe medicamentos e/ou estrutura adequada para uma boa qualidade de vida. Assim, é preciso ampliar as ações públicas para que proporcionem tratamento efetivo aos pacientes.

Então, como consequência da falta de auxílio público, a qualidade de vida dos doentes é prejudicada. O físico teórico Stephen Hawking, por exemplo, sofria de esclerose múltipla, mas em virtude do tratamento adequado que recebeu, pôde conviver com a doença e ter uma vida de qualidade. No entanto, tal realidade não ocorre no Brasil, já que faltam políticas públicas que viabilizem tratamento de qualidade para as camadas mais pobres, especialmente em se tratando de doenças raras. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), apenas 25% dos pacientes sobrevivem mais de 5 anos após o diagnóstico de esclerose múltipla, o que revela a necessidade de tornar seu tratamento mais acessível.

Portanto, tem-se que os procedimentos para tratar doenças autoimunes encontram obstáculos pela ineficiência do Estado, o que traz complicações à vida do doente. Diante disso, o MS deve, por meio de investimento financeiro, aprimorar os recursos do SUS para o tratamento de doenças autoimunes, em especial das mais raras, como a esclerose múltipla. Tal ação tem como objetivo ampliar o acesso à tratamento de qualidade para doenças autoimunes.