Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil

Enviada em 15/09/2024

A Constituição Federal (CF) assegura direitos fundamentais a vida digna de seus cidadãos. Porém, as doenças autoimunes e suas consequências, como dimunuição da qualidade de vida, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. Assim, de acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre o tema das doenças autoimunes destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação da falta de informação sobre essa gama de doenças, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.

Ademais, convém destacar as falhas estatais.Outrossim, a esse respeito John Rowis, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos das doenças autoimunes contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista o aumento gradual dos casos durante os anos. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que as mazelas autoimunes são obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do

problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar médicos especialistas em endemias para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Assim sendo, feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rowis, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.