Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil
Enviada em 18/09/2024
A democracia moderna possibilitou o surgimento do Estado de bem-estar social, ou como foi chamado por Otto Von Bismarck, " Welfare State": aquele que garante os direitos essenciais à totalidade da população. Entretanto, ao observar os desafios enfretados para o tratamento de doenças autoimunes no Brasil, percebe-se que o Estado nacional não segue adequadamente esse modelo governamental. Nesse sentido, as principais dificuldades estão relacionadas ao baixo incentivo econômico em publicações educacionais de saúde e à inoperância estatal.
Primeiramente, o reduzido investimento público em ações instrucionais de saúde pública é um forte alicerce para o desconhecimento da importância dessa pauta. Nesse contexto, o baixo acesso às informações de órgãos de saúde, por parte da população, dificulta o diagnóstico e o tratamento de doenças autoimunes. Prova disso é a Revolta da Vacina de 1904, ocorrida no Rio de Janeiro, a qual demonstrou a ignorância popular e o despreparo governamental quanto à conscientização pública de preceitos medicinais básicos. Assim, o acesso ao tratamento de saúde de qualidade se torna excludente, pois muitos desconhecem sua existência.
Ademais, a negligência do estado frente a essa situação colabora com a sua manutenção. Sob essa ótica, a obra “Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, explica que a cidadania brasileira, apesar de assegurada na legislação, não é acessível por todos na prática. Dessa maneira, evidencia-se que a baixa vulgarização dos tratamentos de doenças autoimunes é uma afronta aos direitos de cada cidadão, pois, em consequência à desinformação da população, não há o acesso à saúde no Brasil. Logo, a falta de ações efetivas do estado compromete o exercício da cidadania no país.
Por fim, é necessário reformas educacionais para o tratamento de doenças autoimunes no Brasil. Portanto, cabe ao Estado- maior promotor de políticas públicas- informar a população acerca dos mecanismos governamentais de acesso à saúde, bem como garantir o tratamento contínuo dos casos necessários, por meio do direcionamento de parte do PIB para a realização dessas medidas. Desse modo, essas ações terão o objetivo de garantir os direitos essenciais à população, o que resultará na fomentação do Estado de bem-estar social no país.