Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil
Enviada em 08/10/2024
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi fundado, em 1988, na constuição republicana do Brasil. Isto é, o objetivo de sua formulação tange a garantia do direito à saúde para todos os cidadãos. No entanto, atualmente, existe um desmonte desse sistema, impactando a eficiência na prevenção e trato de pacientes com o diagnóstico de doenças autoimunes. Nesse sentido, é notória a ineficiência das instituições públicas na manutenção desse direito e a carência de investimentos na ciência brasileira com o intuito de novas soluções para o tratamento dos doentes.
Em primeira análise, o desmonte do SUS, evidenciado nos últimos anos, fomenta as disparidades sociais, já que o acesso a saúde é desigual no contexto brasileiro. Em outras palavras, a aprovação da PEC Fim de Mundo, em 2016, implica em um teto de gasto previsto na saúde, diminuindo a verba para as unidades de saúde e hospitais. Com isso, é perceptível um impasse no diagnóstico preventivo de doenças autoimunes, bem como, o seu tratamento eficiente com medicação e isso evidenciado principalmente na população carente que tem o SUS como a única forma de garantir a própria saúde. Portanto, com o direito ameaçado o desafio se torna maior, já que o cuidado básico no sistema privado é inviável aos carentes.
Em segunda análise, o baixo incentivo do governo brasileiro em ciência impacta diretamente na garantia da saúde dos portadores dessas doenças. Visto que, o Estado investe menos de 1% do PIB em ciência e tecnologia, segundo o Comitê de Ciência e Tecnologia (CCT) afirma, ou seja, essa carência traz uma limitação nas formas de trato dos pacientes, de forma que, a qualidade de vida é piorada. Dito isso, é necessária uma reforma na maneira de pensar os investimentos públicos para ser possível priorizar a população que sofre com essa negligência.
Dado o exposto, é evidente a necessidade de medidas que visem a garantia do direito à saúde de qualidade para os doentes autoimunes. Cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Governo Federal, revogar a PEC e propor novos investimentos à saúde. Por meio de discussões abertas à participação social para melhoria do direito e maior destinação das verbas às unidades básicas que podem promover campanhas, visando a conscientização acerca do tema com a finalidade do diagnóstico precoce e a eliminação dos desafios enfrentados pelo doentes.