Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil

Enviada em 19/10/2024

John Locke - filósofo e oen inglês, destaca que é dever do Estado assegurar a saúde e o bem-estar populacional. Todavia, em virtude do tratamento de doenças imunes ser um desafio na realidade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público age de modo ineficaz. Sob essa perspectiva, é possível analisar a ausência de infraestrutura e a negligência governamental como os pilares do prolema.

De início, percebe-se que a falta de recursos hospitalares fomenta a permanência do entrave, dado que, de acordo com o site G1, mais de 60% dos hospitais, sempre, estão superlotados. Nesse viés, ao destacar o surto em escala global do vírus Covid-19, no qual, dizimou milhares de vidas e sobrecarregou as unidades de saúde, nota-se como o despreparo profissional e o descaso com as estruturas hospitalares foi imprescendível para a devastadora taxa de mortalidade do vírus. Isso porque, uma população acostumada com esse cenário, infelizmente, permite que a problemática supracitada continue em evidência.

Além disso, vale ressaltar a baixa participação dos agentes públicos como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que o setor da saúde, dentre os principais setores públicos, é o que recebe menos investimentos. Nesse sentido, ao destacar a ideologia de Thomas Hobbes - contratualista modernista - na qual: “O povo cede o seu poder ao Estado que, por sua vez, é ineficaz”, conclui-se que de fato o Estado negligencia os cuidados ao povo, sobretudo quando o assunto é prover tratamento para doenças autoimunes, uma vez que, as unidades de sistema de saúde são incapacitadas para o atendimento ao público, no mais, encontram-se em condições precárias e desumanas. Isso porque, lamentavelmente, o indivíduo não questiona a realidade que está inserido.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam a tribulação. Partindo desse ponto, o Ministério da Saúde deve fornecer um tratamento adequado para a sociedade, por meio da reforma de hospitais e capacitação de médicos e enfermeiros. Assim, provendo aparelhos e funcionários preparados para atender a alta e a específica demanda populacional (inclusive portadores de necessidades especiais), para que, por fim, haja a democratização do tratamento de doenças autoimunes no Brasil.