Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil
Enviada em 28/10/2024
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, no artigo 6, o direito à saude como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com enfâse na prática quando se observa os desafios para o tratamento de doenças autoimunes no Brasil, dificultando, desse modo, a universialização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, a omissão estatal e o silenciamento midiático são fatores que favorecem esse quadro.
Nesse contexto, em primeira análise, cabe apontar a negligência governamental como agravante da problemática. Segundo o filósofo “contratualista” John Lock, é dever do Estado proporcionar direitos inalienáveis como o direito à saude e ao bem-estar. No entanto, a pouca cobertura na rede pública de saúde para as doenças autoimunes sugere que indivíduos acometidos com essas doenças sofrem, até o fim de suas vidas, com enfermidades que não têm cura, prejudicando diretamente suas expectativas de vida. Dessa forma, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, cabe ressaltar a precária cobertura midiática como impulsionador da conjuntura. De acordo com o filósofo contemporâneo Sartre, “Toda informação tem sua consequência, todo silêncio, também”. Essa frase resume em poucas palavras a função social da mídia de informar à sociedade quanto à carência de medidas governamentais para melhorar a vida das pessoas acometidas por doenças crônicas. Logo, é importânte que os veículos de comunicação deêm a devida atenção para as pessoas acometidas com doenças sem cura.
Portanto, urge a necessidade de dissolver a situação. Para isso, é essencial que o Poder Executivo disponibilize verba pública para a criação de hospitais e clínicas especializados em tratar doenças autoimunes, a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas acometidas com essas efermidades. Tal ação pode, ainda, liberar verba para a criação de centros de estudos focados em descobrir meios para reduzir o impacto negativo dessas doenças. Paralelamente, é preciso atenuar as causas da omissão midiática presentes na conjuntura. Assim, o Brasil estará mais próximo de cumprir o que foi prometido na Carta Magna.