Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil

Enviada em 06/03/2025

Em sua obra “Brasil, país do futuro”, o escritor Stefan Zweig registrou a ideia de que a nação brasileira se desenvolveria de forma exponencial. Entretanto, a realidade mostra que os cidadãos enfrentam graves desafios para o tratamento de doenças autoimunes. Isso se deve, sobretudo, devido à falta de investimento em políticas públicas de saúde, que culmina na má qualidade de vida da população.

Sob esse viés, é válido avaliar a inércia do Poder Público no que diz respeito à garantia de tratamento aos portadores de doenças autoimune. Sobre isso, a lei n° 8080/90, que implementa o Sistema Único de Saúde, responsável pela organização e funcionamento dos serviços voltados à recuperação e proteção da saúde de seus usuários. Isso ocorre devido a má administração do SUS comprovada pela falta de acesso a acompanhamento médico e distribuição de medicamentos para quem sofre de condições crônicas. Diante disso, soluções devem ser planejadas com urgência para evitar que esse quadro impactante se perpetue.

Por conseguinte, esse descaso pode resultar no agravamento da situação e implicar em custos adicionais para o tratamento, que poderiam ser evitados com a garantia dos direitos assegurados pela lei supracitada. Essa negligência concretiza o que o escritor Gilberto Dimenstain denuncia na obra “Cidadão de Papel”, quando diz que os direitos existem, mas são descartáveis na realidade. Esse descarte é resultante da falta de ação governamental, que deixa para agir somente após ter gerado danos irreversíveis para o paciente. Logo, é preciso pensar em ações para melhorar o acesso a um tratamento adequado e em tempo hábil.

Torna-se evidente, portanto, apontar medidas que possam combater os desafios enfrentados por quem sofre com doenças autoimunes. Para isso, o Ministério da Saúde deve investir em políticas públicas voltadas aos pacientes com essas patologias. Isso deve ocorrer por meio da ampliação de recursos do SUS, a fim de evitar a o surgimento de outras doenças decorrentes da falta de tratamento, como por exemplo sequelas que possam gerar deficiências permanentes, e exigir custos extras para os devidos cuidados. Assim, o Brasil poderá, de fato, tornar-se um “País do futuro”, como idealizado por Stefan Zweig.