Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil

Enviada em 12/03/2025

A crônica ‘’eu sei, mas não devia’’, de Marina Colasanti, aborda a banalização dos reveses sociais pela coletividade. Além do enredo, a obra ecoa no Brasil hodierno, posto que a falta de investimento ao tratamento de doenças autoimunes é constantemente normalizado. Assim, é essencial adotar ações para superar esse fato, fruto da ineficiência estatal e da ignorância social.

A princípio, é notória a inoperância governamental como propulsora desse cenário. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, os governantes devem priorizar o bem universal. Todavia, o poder público contraria o autor ao não investir suficientemente em pesquisas que tornem os tratamentos contra doenças imunopatológicas, como esclerose múltipla, lúpus e fenilcetonúria, mais eficazes e acessíveis. Em face disso, é inadmissível que a postura improfícua do Estado comprometa o bem-estar da parcela populacional com enfermidades raras.

Ademais, a falta de conhecimento da comunidade cívica mantém o dano como uma mazela na saúde pública. Nessa lógica, a obra ‘‘Ensaio Sobre a Cegueira’’, de José Saramago, retrata uma sociedade moralmente cega, definida pelo egoísmo e pela apatia social. Paralelamente, nota-se que a ignorância científica aliada a indiferença, faz com que o corpo civil não se mobilize à favor de políticas públicas que amplie o acesso à tratamentos e medicamentos aos portadores de enfermidade autoimunes, uma vez que possuem altos custos. Diante disso, é incontestável a necessidade de auxiliar esse grupo civil, visto que a ausência de tratamento adequado pode causar atraso no desenvolvimento cognitivo em crianças e levar à morte em qualquer faixa etária.

Dessarte, alternativas são fulcrais para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, coodernador do tratamento de doenças, garantir o acesso gratuito à terapia e medicamentos, por meio do mapeamento de regiões com maior necessidade de investimento terapêutico realizado por uma equipe técnica, a fim de que os pacientes autoimunes sejam amparados. Desse modo, será rompida a banalização dessa problemática no país.