Doenças autoimunes: desafios para o tratamento no Brasil
Enviada em 20/05/2025
Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a parcela da população tende a não reconhecer os desafios para doenças autoimunes como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: falta de investimento e desinformação
Em primeiro lugar, é importante destacar a carência de investimento como promotora do problema. Acerca disso, segundo o filósofo John Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores, promovendo uma igualdade de oportunidades a todos. Entretanto, no Brasil, a ideia do teórico não é posta em prática, porque é mínimo o interesse das autoridades governamentais quanto à disponibilização de capital em pesquisas para o tratamento de pacientes em estágios avançados de alguma doenças autoimunes, como lupus, o que causa a redução da qualidade de vida desses indivíduos. Assim, fica claro que o problema persiste devido ao descaso governamental.
Ademais, é imperativo ressaltar a exiguidade de debates como potencializador da problemática. De acordo o filósofo Foucalt, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Dessa maneira, percebe-se que as ideias do pensador são concretizadas haja vista ínfima quantidade de discussões sobre doenças autoimunes, o que evidencia a estigmatização desse assunto por parte do tecido civil. Sendo assim, esse cenário corrobora para que portadores dessas doenças tenham o diagnóstico tardio. Logo, é urgente que a informação desse assunto seja popularizada.
Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estra da população disponibilize verbas para saúde, essa ação deve ser feita de pesquisas para tratamentos eficazes para doenças autoimunes, a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.