É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 04/05/2018
No século XVI dava-se início a escravidão no Brasil e consequentemente ao o tráfico negreiro, em que muitos africanos eram transportados da África para a América, principalmente com destino ao Brasil, sendo obrigados logo após a chegada realizarem todo tipo de atividade, desde o trabalho braçal até a prostituição. Hodiernamente, o tráfico de pessoas é a forma moderna da escravidão, mas que continua levando a vida, os sonhos e a liberdade de muitos. Nesse contexto, não há dúvidas de que é fundamental o combate ao tráfico de seres humanos, que ocorre, muitas vezes por falta de condições socioeconômicas e oportunidades.
Em primeira análise, tem-se o grande avanço da desigualdade social, que deixa grande parte da população vulnerável para aceitar propostas de melhora de vida como portas de emprego, uma vida de qualidade em um país desenvolvido e ofertas de estudo, quando na verdade serão exploradas. Consoante a Jonh Locke toda essa diferença social e falta de qualidade de vida é uma quebra do contrato social causada pelo descumprimento dos direitos que o Estado diz oferecer aos seus cidadãos, conduzindo assim, muitas pessoas a serem vítimas de trabalhos escravos e exploração sexual. De acordo com o filósofo Platão onde não há igualdade a amizade não perdura.
Ademais, o aumento do uso das redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp propiciam a ambiência necessária para a ação dos criminosos, que passam a abordar várias das suas vítimas virtualmente. Segundo a ONG SaferNet Brasil, em 2014, mil oitocentas e vinte e uma páginas foram denunciadas com conteúdos falsos e que tinham como intenção aliciar pessoas para o tráfico humano, mostrando assim, a grande realidade e aumento desse tipo de crime.
É evidente, portanto, que há obstáculos para o fim do tráfico humano. Dessa forma a Organização das nações Unidas (ONU) em parceria com os Ministérios da Justiça, da educação e dos Direitos Humanos deve procurar expor com mais intensidade o tema na mídia e nas escolas através de propagandas, cartilhas e palestras para uma maior alerta, visibilidade e problematização do assunto na sociedade. Outrossim, os Ministérios do Desenvolvimento, Saúde e Educação também devem destinar mais investimentos para suas respectivas áreas afim de amenizar a desigualdade social e garantir uma qualidade de vida melhor para os cidadãos. Desse modo será possível que essa “escravidão moderna” tenha sua extinção e que o combate ao tráfico de pessoas seja alcançado.