É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 05/05/2018
No contexto de um mundo cada vez mais globalizado, principalmente no pós Guerra Fria, é notório o aumento da transladação de pessoas ao redor do globo por melhores condições de vida. Entretanto, muitos desses migrantes são enganados e acabam se tornando vítimas do tráfico de pessoas. Nesse cenário, buscam-se maneiras de aumentar a fiscalização de fronteiras e combater os principais focos de tráfico humano.
A princípio, é importante destacar a falta de fiscalização em inúmeras fronteiras ao redor da Terra e facilitam o transporte fraudulento de pessoas. No Brasil, o Ministério do Trabalho estima que já existam cerca de 600 mil imigrantes ilegais, que passam principalmente pelos estados do Acre e Roraima. Essa falta de vigilância auxilia as ações dos coiotes, que coordenam e transportam pessoas ilegalmente na América, e muitos desses indivíduos são direcionados a serviços em condições análogas a escravidão, prostituição, adoção irregular de crianças e venda ilegal de órgãos.
Outrossim, é importante ressaltar que existem focos do tráfico humano espalhados em várias regiões do planeta. Países como Sri Lanka, Arábia Saudita e Haiti estão entre as maiores saídas para pessoas traficadas. Governos autoritários, desastres naturais e instabilidade econômica e política corroboram com esse cenário de caos existente. Sendo assim é necessário criar políticas de controle e erradicação dos focos de contrabando.
Dado o exposto, pode-se concluir que é necessário que os Governos locais aumentem a força-tarefa responsável pela vigilância das fronteiras, a fim de garantir que não entrem pessoas ilegalmente nos respectivos países. É necessário também, por parte da Organização Internacional para migrações (OIM), ações conjuntas com governos locais para identificar e combater os principais cernes do tráfico humano, criando, assim, uma sociedade mais justa e cada vez mais longe dessa problemática.