É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 06/05/2018
Em 2012, a novela “Salve Jorge” retratou a realidade das vítimas do tráfico de pessoas. A protagonista, enganada, foi levada à Turquia e submetida ao trabalho escravo sexual. Antigamente, a escravidão era legal e, no Brasil, ela foi abolida apenas em 1888 com a Lei Áurea. Voltaire afirmou que, “todos os homens têm iguais direitos à liberdade, à sua prosperidade e à proteção das leis.” Todavia, a realidade não é essa na sociedade.
Ao mesmo tempo em que a Globalização permitiu que a comunicação entre as pessoas no mundo facilitasse, ela fez com que indivíduos com más intenções se aproveitassem disso para persuadir usuários da Internet. O principal alvo é o grupo de pessoas com pouca renda e baixos recursos sociais que, ao buscarem melhores condições de vida, perdem a sua liberdade e ganham condições e tratamentos desumanos ao se tornarem escravos.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de pessoas movimenta 32 bilhões de dólares por ano mundialmente. De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 63,2 mil vítimas de tráfico de pessoas foram constatadas em 106 países e territórios entre 2012 e 2014. Ademais, mulheres e meninas constituem 71% das vítimas do tráfico de seres humanos.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas. É necessário que o governo fiscalize sites de agências de modelo e verifique se estes são seguros. Ademais, deve haver uma preparação dos agentes responsáveis pela investigação do tráfico humano, a fim de que estes estejam preparados para lidar com a complexidade do tráfico de pessoas e puna os criminosos.