É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 06/05/2018
Em meados do século XIV, com o peíodo renascentista, o tráfico de pessoas, já existente, ganhou uma visão mercantilista ao referir indivíduos como produtos comerciais. Hoje, é uma atividade considerada como uma das mais lucrativas do mundo, sendo notório a agressão à dignidade e aos direitos humanos presentes nas suas ações exploradoras. Nessa perspectiva, é crucial que haja políticas públicas e cooperação internacional eficazes na batalha contra o tráfico humano.
Embora existam projetos de prevenção, punição ao comércio de pessoas, como o Protocolo de Palermo no Brasil, notam-se as diversas causas,por exemplo, a globalização, pobreza que aprofundam as diferenças sociais e aumentam a facilidade de traficar. Dessa forma, a “escravidão moderna” passa a se tornar naturalizada, adequando-se ao conceito de Hannah Arendt, da “banalização do mal”. Isso porque é negligenciado os meios de combate a essas complexas redes de tráfico, que recruta, transfere homens, mulheres e até crianças vulneráveis para a exploração.Logo, é fundamental que as políticas públicas ajam de forma mais estratégica e eficiente, a fim de que seja avançado mais um passo na luta contra a privação da liberdade.
Além das atividades estatais , a colaboração e união dos países são essenciais no combate ao tráfico de pessoas, pois é entre eles que são feitas as frequentes rotas do comércio ilegal. Com tudo isso posto em prática, pode ser minimizado os altos índices que, segunda a Secretaria Nacional de Justiça foi constatado o período atual como o superior ao que ja foi registrado na história da humanidade. Assim, fica evidente, que se não houver combate ,o uso da força ou meios de engano para a exploração em trabalho forçado, prostituição, retratado como o principal trama da novela da Glogo, “Salve Jorge”, continuarão se sobressaindo.
Deve-se constatar,portanto, a importância da cooperação mais efetiva na batalha à “exploração moderna”.Para isso, o Governo junto com a Organização das Nações Unidas (ONU) e as empresas, devem promover mais projetos e campanhas,como a “Coração Azul”, que luta contra o tráfico de pessoas, para que seja evitado o crime na sociedade, com prevenção e denúncias. Somadas a isso, as autoridades de repressão e proteção as vítimas devem ter uma boa preparação, por meio de habilidades de identificação às vítimas do comércio, assim como mais equipes de acompanhamento médico, físico e emocional. Ademais, a mídia,através das redes sociais, deve alertar a população aos enganos recorrentes do tráfico, com anúncios e tutoriais de reconhecimento a um traficante. Logo, a sociedade estará mais livre da agressão a sua dignidade e direito humano.