É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 07/05/2018
O tráfico negreiro, entre o século XV e XVI, deslocou um grande contingente populacional e lucrou muito financeiramente com tal atividade. De forma análoga, o tráfico de pessoas no século XXI,movimenta anualmente 32 milhões de dólares em todo o mundo, segundo a ONU. É evidente, então, a existência de desafios para o combate do tráfico de seres humanos o que encontra explicação em fatores como dificuldade em identificar e controlar esse tipo de crime e a falta de ajuda por partes das redes sociais no controle das ações de traficantes online.
Com o crescimento da tecnologia e a possibilidade de se manter anônimo nas redes virtuais, cada vez mais aliciadores fazem uso da internet para encontrar e atrair vítimas para o tráfico humano. Em 2014,1.821 páginas desse tipo foram denunciadas à ONG SaferNet Brasil o que é ainda agravado pela dificuldade em identificar tais criminosos, segundo Adriele Rodrigues, mestra em estudos de cultura contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso, na internet as pessoas perdem sua identidade se tornando apenas um IP. Assim, percebe-se que um dos principais desafios para a minimização de tal crime é a difícil tarefa de encontrar para controlar tais criminosos online.
Somado a esse fator encontra-se as políticas de privacidade de redes sociais, que muitas vezes não estão enquadradas em leis que as obriguem a identificar e excluir páginas de aliciamento de pessoas para o tráfico. Segundo Leonard Doyle, diretor de Mídia e Comunicação da Organização Internacional para as Migrações (OIM),a rede social deixam espaços para a criação de páginas que disfarçam as atividades ilegais de criminosos e, ao mesmo tempo, fazem propaganda dos “serviços” que eles realizam. Então, é fundamental uma maior participação das mídias sociais na mitigação do tráfico de pessoas.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades para o combate ao tráfico de pessoas no cenário contemporâneo. A fim de efetivar o direito de liberdade do ser humano, secretarias municipais e estaduais de direitos humanos devem oferecer informações e programas de orientação para a população por meio de ONGs que tenham experiência comprovada nesse cenário específico conscientização. Aumentando assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.