É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 08/05/2018
Segundo Martin Luther King: “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar”. Nesse sentido, combater o tráfico de pessoas agora é essencial para manter viva a ideia de um Império das leis e da justiça. Contudo, no Brasil, o crime enfrenta o Estado de direito e usa a situação de vulnerabilidade social das populações mais pobres para traficar seres humanos.
É importante pontuar, de início, que mais de 170 anos após a aprovação da Lei Eusébio de Queiroz (1850), e mais de 70 anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o tráfico internacional de pessoas persiste no Brasil. No território nacional, Latinos são trazido para trabalhar em condições análogas à escravidão, enquanto as mulheres brasileiras, são traficadas para prestar servições sexuais em países desenvolvidos e nossas crianças são sequestradas e levadas para adoção fora das fronteiras nacionais.
É válido salientar, ainda, a relação entre a miséria e o tráfico de pessoas. A falta de perspectivas de empregos e de melhorias nas condições sociais, leva essas pessoas a correrem os riscos do tráfico, depositando todas as suas esperanças nas falsas promessas dos chamados aliciadores. Assim, o tráfico de pessoas é uma prova cabal da tese do geografo brasileiro Milton santos, acerca da perversidade de uma globalização na qual o lucro e o dinheiro é mais valioso que as pessoas.
Cabe, portanto, aos Estados Nacionais a tarefa de reverter esse quadro. Políticas públicas, voltadas para o combate ao desemprego, à fome, e à exclusão social, são fundamentais para reduzir a vulnerabilidade da população e minimizar esse crime. A repressão, por meio de ações coordenadas entre as polícias das diversas nações e os órgãos internacionais, também é um importante avanço na resolução dessa questão, Além disso, O apoio psicológico, gratuito é imprescindível para reduzir os danos causados às vítimas.