É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 19/05/2018

O egoísmo e a exploração humana, por meio da escravidão, são ações que perpassam a historicidade, datando prisioneiros de guerra no Império Romano, da mão de obra para latifundiários no Brasil Colônia e, atualmente, pela submissão de pessoas como escravos sexuais. Nesse viés, é perceptível o degrado da dignidade e dos direitos humanos, sendo imprescindível o combate a esse comércio ilícito.

Em primeiro lugar, deve-se realçar a vulnerabilidade das informações contidas nas redes sociais e como elas auxiliam os traficantes. Desse modo, a publicação da localização dos usuários e a liberdade de propaganda fazem com que os sequestradores, além de terem uma ferramenta de marketing com falsas propostas de empregos e melhores condições de vida para abarcar pessoas sem conhecimento e instrução, possam acessar o endereço da moradia das vítimas e, assim, planejarem sua captura. Em decorrência disso, 40,3 milhões de pessoas, aproximadamente, são submetidas à escravidão todos os anos - dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de restringir a livre informatividade de dados pessoas.

Ademais, o “mercado negro” movimenta, em estimativas anuais, 32 bilhões de dólares, segundo a ONU; o que denota uma grande fonte de renda em favor da exploração humana - realçando a necessidade do seu combate. Em decorrência disso, infere-se que os compradores de escravos são pessoas detentoras de grandes finanças, o que restringe um possível grupo a ser investigado pela polícia internacional. Outrossim, os locais de sequestros mais frequentes são áreas de instabilidade política, como os países africanos em constante disputa geopolítica, locais de práticas terroristas e regiões onde ocorrem migrações ilegais - esses, assim, devem ter maior patrulhamento policial. A cidadania mundial deve ser, como versa o sociólogo Thomas Marshall, uma garantia de direitos; não a restrição dos seus principais exemplos, como a vida e a liberdade.

Em visão do fatos, portanto, o combate ao tráfico humano deve ser uma ação primordial entre as políticas da ONU. A fim de garantir proteção às possíveis vítimas, as Nações Unidas poderiam negociar com as mídias sociais medidas de remoção de dados pessoais dos usuários dessas, além de promover campanhas, via propagandas, para instruir as pessoas quanto ao risco do uso inconsciente desses websites. Em consonância a isso, as nações poderiam investir na ampliação da polícia internacional e direcionar suas investigações às pessoas de maior renda e aos locais de instabilidade geopolítica, para que a prisão de traficantes e a recuperação das vítimas seja efetiva. Mediante essas alterações, a situação global seria baseada da cidadania de Marshall, ampliando a dignidade da pessoa humana.