É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 16/05/2018

Desde do Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando o assunto é o combate ao tráfico de pessoas, muitas vezes, essa mobilização não é vista. Nesse contexto, deve se analisar a vulnerabilidade econômica dos indivíduos e também, falta de fiscalização nas fronteiras brasileiras.

Nesse seguimento, deve ser ressaltado o baixo poder aquisitivo das vítimas do tráfico humano. Desse modo, conforme a primeira lei de Newton, afirma que sem nenhuma força exercida sobre um corpo a tendência é de permanecer em seu estado natural. De maneira análoga, é possível perceber que poucas ações são concentradas para resolver essa vulnerabilidade financeira. Como consequência, diversas pessoas são aliciadas pelos traficantes com promessas de ascensão social.

Ademais, atrelado a fragilidade econômica, a carência de fiscalização nas fronteiras é um impulsionador desse impasse. Ainda sob esse ângulo, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a pouca fiscalização nos limites territoriais é visto como algo comum, porém é um mal para a ordem social. Haja vista que, os traficantes de pessoas aproveita dessa facilidade.

Portanto, mediante, os fatos expostos, medidas devem ser tomadas para coibir esse crime. Destarte, o Ministério da Cidade, em parceria com os Governos Municipais, deve fazer o levantamento das famílias que estão em situação vulnerável, assim auxiliando para que  tenha acesso a moradia, alimentos e, também, programas sociais, dessa forma, evitando que essas pessoas seja vítimas do tráfico humano. Além disso, o Ministério da Defesa, juntamente com a Policia Federal, deve aplicar o monitoramento e a fiscalização nas fronteiras do país, com foco no tráfico humano, assim paralisando essa prática criminosa. Dessa maneira, colocando em prática as ideias iluministas que era apenas visto na teoria e não desejavelmente em ação.