É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 15/07/2018

A civilização romana é uma das mais emblemáticas da história antiga, e entre as lendas que cercam sua origem, encontra-se o episódio conhecido como “o rapto das sabinas”, marcada pela tentativa de Rômulo, primeiro governante da cidade, de conseguir esposas para a população masculina de Roma. O tráfico humano é uma das atividades ilegais que mais cresce no mundo hoje e entre suas modalidades, a exploração sexual atinge a maioria das vítimas, assim, é fundamental encontrar formas de combater essa prática criminosa. O tráfico de pessoas rende mais de 32 bilhões de dólares por ano, esse comércio que vende pessoas, as quais carregam consigo histórias e sonhos, reflete a fragilidade do Estado, que ao não assegurar direitos humanos a sua população, expõe minorias, como mulheres e crianças à comercialização de suas vidas. Logo, a vulnerabilidade das vítimas corrobora a ação dos criminosos, que por meio de propostas, feitas pessoalmente ou por redes sociais, convencem e lucram com a degradação humana. Na famosa era digital, é difícil acreditar que alguém morra por falta de informações e avisos, entretanto, a organização internacional para as migrações (OIM), confronta tal tese, pois, essa argumenta que muitas redes sociais auxiliam na atuação de contrabandistas no tráfico humano. Assim, ao não prevenir o crime, a rede de caráter social, se torna uma rede criminosa gradualmente. Fica evidente, portanto, a necessidade de reprimir a prática do tráfico de pessoas, por intermédio do Estado, que deve garantir suporte a sua população, principalmente as minorias expostas, mediante a criação de novos programas voltados ao trabalho, já que a crise valida a fraqueza das vítimas ante as propostas de criminosos. É necessário também, que haja um pacto entre redes de comunicação e organizações como a OIM, a fim de conter a ação de infratores, por meio da troca de informações e verificação de páginas relacionadas a travessia de fronteiras. Assim, evitaremos o sofrimento de muitas pessoas e até mesmo futuras civilizações como frutos da violação de direitos humanos, como pressupõe ser a romana.