É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 26/07/2018

Desde o Iluminismo, os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade se tornaram mais difundidos. No entanto, quando se observa o combate ao tráfico de pessoas, hodiernamente, verifica-se que esses ideais iluministas são constatados na teoria e não na prática e a problemática persiste, seja pela ausência de punições mais severas dos envolvidos seja pela falta de prevenção e esclarecimentos à respeito deste crime.

Segundo o filófoso grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que muitos países não punem com a severidade necessária indivíduos que traficam pessoas, com isso este crime torna-se atrativo aos infratores costumazes.

Outrossim, destaca-se à falta de prevenção a respeito deste crime. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que muitos indivíduos não estão conscientes da gravidade deste crime, sendo presas fáceis para criminosos sem escrúpulos. Esclarecer possíveis vítimas se faz necessário.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, às Organizações das Nações Unidas deveriam dialogar com os mais diversos países para alterarem suas respectivas legislações penais, com foco em uma punição mais severa em relação aos traficantes de pessoas. A divisão da ONU para educação (UNESCO), deveria também expor através de reuniões aos países membros a importância de que seus respectivos Ministérios da Educação instituam nas escolas debates que tratem de prevenção do tráfico de pessoas. Estas palestras alertariam sobre como acontece este crime, suas estatísticas e potencias vítimas. Essas ações seriam importantes, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.