É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 02/08/2018

É de conhecimento geral que, atualmente, o tráfico de pessoas é um dos problemas mais evidentes no mundo, em especial no Brasil. É mediante tal questão que muitas pessoas são expostas a trabalho escravo e à exploração sexual. Nesse contexto, é indispensável salientar que a ineficiência da fiscalização pública está entre as causas da problemática, a julgar que a migração irregular é precursora do tráfico humano. Diante disso, vale discutir a carência da administração pública para com a segurança nos fluxos migratórios e a importância da educação para a evolução da nação, bem como a atuação do Estado no âmbito do combate a esse impasse.

Em primeiro plano, analisa-se que o tráfico de seres humanos é latente no Brasil. No ano de 1996, uma goiana de 23 anos foi iludida com a proposta da oferta de melhores condições de vida no exterior. Nesse caso, a jovem Simone Borges foi levada irregularmente para a Espanha, onde sofreu exploração sexual em uma casa de prostituição e morreu 3 meses depois. Apesar de ter acontecido há mais de 20 anos, muitas pessoas ainda são vítimas de situações parecidas com a supracitada. Seguindo essa linha de raciocínio, a cúpula da Organização Internacional de Migração aconselha que os Estados nacionais aumentem a fiscalização sobre os processos migratórios. De maneira análoga, a entrada irregular de pessoas em um país aumenta a probabilidade desses indivíduos de serem vítimas de exploração sexual e de trabalho escravo, além de terem seus órgãos removidos.

Outro ponto em destaque nessa temática é a relevância da educação para o desenvolvimento do país. Nesse sentido, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que, se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Fazendo jus desse conceito, a difusão de conhecimento acerca dos perigos da migração irregular é imprescindível para o combate ao tráfico de pessoas. Além disso, o apoio das redes de comunicação não é dispensável, haja vista que, de acordo com estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas, 85% dos casos de tráfico humano é inciado nas redes sociais, em particular no “Facebook”. Sendo assim, urge a atuação do Estado.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater o tráfico humano. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos criar um projeto para ser desenvolvido nas redes de comunicação, de maneira que a denúncia de casos de exploração e de ambientes clandestinos de migração seja facilitada e estimulada; além de fornecer informações sobre como identificar um potencial caso de tráfico. Com isso, as pessoas estarão mais esclarecidas sobre o assunto e, assim que desconfiarem das propostas ilusórios, poderão facilmente denunciar os casos. Com tais medidas, será possível evitar que mais indivíduos sejam vítimas de situações lamentáveis, como a exploração sexual.