É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 08/08/2018
A civilização romana é uma das mais emblemáticas da história antiga, e entre as lendas que cercam sua origem, encontra-se o episódio conhecido como “o rapto das sabinas”, marcado pela tentativa de Rômulo, primeiro governante da cidade, de conseguir esposas para a população masculina romana. Embora tenha se passado muito tempo desde o relato, a prática do tráfico humano ainda perpetua nos dias atuais. Sob esse aspecto, convém analisarmos a problemática e possível medida relacionada a essa. O tráfico de pessoas rende mais de 32 bilhões de dólares por ano, esse comércio reflete a fragilidade do Estado, que ao não assegurar direitos humanos a sua população, expõe minorias, como mulheres e crianças à comercialização de suas vidas. Assim, a vulnerabilidade das vítimas corrobora a ação dos criminosos, que por meio de propostas, feitas pessoalmente ou por redes sociais, convencem e lucram com a degradação humana. Um dos maiores poetas do romantismo, Castro Alves, se preocupou com questões sociais de sua época, e no combate ao sistema escravagista, apresentou uma poesia que relatava o tráfico de escravos, titulada de “O navio negreiro”, do qual ao demonstrar sua indignação à prática, pede para que Colombo feche a porta dos mares, em alusão a história da América. Assim como o mar, as fronteiras brasileiras atuais não possuem legislações eficazes quanto a travessia e a segurança das pessoas que passam por elas, fato que contribui com o crescimento do tráfico humano. Fica evidente, portanto, o papel fundamental que o Estado junto ao poder legislativo possui no combate, pois, faz-se necessário firmar leis já existentes relacionadas as fronteiras do país, por meio de fiscalizações mensais nessas. Além disso, é essencial também, a criação de novas normas e legislações mais rígidas, que preservem a população, principalmente as minorias, na travessia das fronteiras do país, através da investigação em conjunto com pessoas especializadas, nos casos que se assemelhem ao tráfico humano. Dessa forma, iremos conter essa atividade ilegal e evitar que pessoas entrem nos modernos navios negreiros.