É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 17/08/2018
O contrabando de seres humanos é uma prática que atravessa gerações e continua a persistir na contemporaneidade. Mesmo com a globalização e com evoluções em diversos setores da sociedade, essa situação não tornou-se um caso isolado, pois é uma situação altamente lucrativa para quem a pratica, fazendo o combate dela mais dificultoso.
Como já foi teorizado, casos de tráfico de pessoas são recorrentes na história da humanidade. Um dos mais famosos é a escravização de africanos para o trabalho forçado em colônias de todo o globo entre os séculos XVII e XIX, ou até no antigo Império Romano, quando derrotados de guerras e estrangeiros eram abrigados como escravos na Roma Antiga, para trabalhos à serviço do Imperador, como bem exemplifica o cineasta William Wyler na sua famosa obra Ben-Hur, do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer. Nela, o protagonista, Judah Ben-Hur, passa por penúrias comuns à um escravo romano daqueles tempos, como trabalho forçado e lutas nas famosas arenas gladiadoras, que levavam diversos competidores a morte. No entanto, essas ocorrências aconteceram em um passado remoto, onde somente aristocratas, imperadores e burgueses tinham sua vida valorizada, tornando assim infundada uma prática da antiguidade perdurar até a atualidade, uma vez que toda forma de vida é valorizada por nosso agrupamento social.
Por consequente, diferente do que mostra a história humana, o que caracteriza o comércio de pessoas no presente é a comercialização para fins sexuais, por trazer altos índices de lucros para aqueles que o praticam. As mulheres são as principais vítimas de tal atividade forçada. Muitas jovens são arrancadas de seus países e traficadas para locais distantes e são forçadas, por anos, a praticarem atos sexuais diariamente. O negociante fica com todo o dinheiro obtido desse suplicio, e as vítimas, por decorrência, herdam diversos problemas psicológicos, como aversão à homens, ansiedade e depressão.
Tendo em vista os argumentos apresentados, pode-se concluir que, apesar de ter ocorrido mudanças ao longos dos séculos, o tráfico de pessoas ainda é uma realidade para muitos. Políticas públicas devem ser financiadas por órgãos como a ONU (Organização das Nações Unidas) em conjunto com as principais potências do planeta, como tornar tal ação um crime inafiançável e penas mais severas. O rendimento obtido por esse exercício ilegal deve ser distribuído para combater a desigualdade em Estados em que o contrabando de seres humanos dá-se com mais frequência e também custear tratamentos psicológicos para as pessoas que padeceram com essas situações, fazendo então que esse incidente exista apenas nas páginas de nossa história.