É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 25/08/2018
A novela Salve Jorge, exibida pela Rede Globo em 2013, tematizou um dos mercados ilegais mais lucrativos do capitalismo ao colocar em telas a história vivenciada por meninas vítimas do tráfico de pessoas. Com efeito, tal abordagem é reflexo da atuação criminosa no plano real, haja vista que o recrutamento de seres humanos compreende exploração sexual, venda de órgãos, trabalho escravo e prostituição forçada, como televisionado. Nesse sentido, o contorno dessa problemática torna-se urgente.
Em primeira análise, é mister a compreensão de que o tráfico de indivíduos utiliza-se da vulnerabilidade das vítimas para raptá-las. Em síntese, sabe-se que as redes de atuação objetivam a persuasão de crianças e mulheres, de modo a discursarem promessas enganosas no que tange a empregos ideais e melhores condições de vida. Somado a isso, a escassez de informações sobre o tópico contribui para a persistência do impasse em cenário mundial, pois situações de pobreza e miséria sobrepõe-se a investigação da veracidade do que foi dito a essas pessoas. Com isso, tais cidadãos tendem a continuar sendo submetidos a imposições da mesma espécie.
Ademais, não há como discordar da frase de Karl Marx: “no capitalismo, tudo vira mercadoria” . Desse modo, vale pontuar as pesquisas da ONU (Organização das Nações Unidas), as quais revelam que essa prática ilegal do mercado negro movimenta cerca de 32 milhões de dólares por ano, capital o qual gera resistência do crime. Além disso, é notório que essa impetuosidade não restingue-se à fronteiras internacionais, uma vez que observa-se no Brasil grande transporte de pessoas para o Norte do país, onde são submetidas à situações análogas à escravidão, pois seu trabalho acarreta, além de ferimentos corporais, transtornos psicoemocionais na vítima. Nada disso, porém, seria tão prejudicial aos direitos e à integridade do ser humano se os órgãos governamentais e o corpo social trabalhassem em conjunto.
Fica clara, portanto, a necessidade de medidas que aniquilem o mapa do tráfico de pessoas. Para tal objetivo, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, com apoio da mídia, deve criar propagandas, a serem divulgadas em jornais, televisões, redes sociais e rádios de todo o mundo, com informações sobre os perigos de crer em ofertas fáceis de melhoria de vida, a fim de desconstruir a alienação sobre tal ilegalidade. Em consonância, os cidadãos precisam pressionar as prefeituras locais e o Governo Federal a investirem na fiscalização e no policiamento de endereçamentos suspeitos de tráfico de pessoas, o que pode contar com ajuda de denúncias públicas, para que as novelas possam abordar novas visões antropológicas.