É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 29/08/2018

Bonecas Lolitta são, não raramente, vendidas na internet. Essas são, na verdade, meninas utilizadas para fins sexuais que foram vítimas do tráfico humano. Nesse sentido, a situação de calamidade em que algumas parcelas populacionais vivem, facilita o rapto através do convencimento e oferta de melhores condições  de vida, assim como o parco conhecimento da população acerca do tráfico humano. É fundamental, portanto, conhecer, entender e sensibilizar-se com o imbróglio para que haja efetivo combate.

Nesse ínterim, o tráfico de pessoas foi amplamente divulgado na novela Salve Jorge, demonstrando que há maior facilidade em convencer pessoas as quais passam por difícil condição financeira que, ao pensar ser a proposta virtual de viagem uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida, aceitam-a e acabam por deparar-se com uma realidade diferente da idealizada. Ademais, nos países onde a população sofre com a pobreza, o rapto de crianças para o trabalho escravo, sexual ou venda de órgãos é vasto. Nesse contexto, insere-se as chamadas “Bonecas Lolitta”, meninas de países como a Índia, vendidas nas plataformas da “Deep web”.

Não obstante, a população mundial parece estar alheia à esses acontecimentos que obstruem os direitos humanos básicos. Destarte, há um sentimento comum de distância com a problemática, que faz com que a sociedade pouco discuta ou saiba sobre o tráfico de pessoas. Contudo, é responsabilidade de cada um combater o imbróglio, uma vez que não o fazer é contribuir para a       Banalidade do mal. Nesse contexto, o discurso de Hannah Arendt sobre a Banalidade do mal faz-se importante à medida em que disserta acerca da passividade humana ante as calamidades. Esses, ao apoiar-se no argumento da incapacidade parecem esquecer que a omissão é também um mal.

Com efeito, há a necessidade do combate ao tráfico de pessoas. Primordialmente, é preciso que a população mundial seja, através de propagandas midiáticas financiadas pelo governo, alertada sobre esse tráfico, evitando que pessoas continuem a ser convencidas virtualmente à aceitar viagens sem saber dos reais resultados dessa escolha e ajudando a população a alertar-se sobre o imbróglio e a fazer denuncias ao deparar-se com indícios desse crime, a fim de findar o tráfico de pessoas. Ademais, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve aliar-se aos países integrantes com o fito de diminuir este tráfico por meio do controle das fronteiras, contabilizando entradas e saídas para garantir que ao sair de um país a pessoa chegue seguramente ao destino.