É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 05/09/2018

Durante os séculos XV e XVII o tráfico negreiro predominou entre as nações por ser uma atividade altamente lucrativa. Esse cenário, entretanto, não se limita aos tempos passados, pois adquiriu novas formas na atual conjuntura, tendo em vista que a negociação ilícita de pessoas é a terceira prática ilegal que mais movimenta dinheiro em escala global. Nesse sentido, tal contrabando hediondo precisa ser mitigado, visto que suas motivações financeiras acontece sobre a exploração de grupos vulneráveis.

Em um primeiro momento, cabe ressaltar que as vítimas, em sua maioria, encontram-se em estado de vulnerabilidade social ou econômica. Isso ocorre por causa da facilidade por parte dos traficantes em convencer e enganar tais grupos por meio de propostas, as quais prometem, ao sujeito persuadido, alguma melhora de vida. Além disso, as redes sociais é um fator que, hoje, contribuiu muito para a ocorrência desse processo ilegal, uma vez que a identidade do criminoso pode ser modificada e a manipulação das informações é bem acessível, nota-se, ainda que o perfil desses enganados compõem-se de crianças, jovens e mulheres, que estão em situação, sobretudo, de pobreza. Sendo assim, instruir e prestar auxílio são medidas preventivas e necessárias para mudar esse quadro.

Vale ressaltar, ainda, que os contrabandistas são impulsionados, principalmente, por motivos financeiros. Destaca-se, então a exploração sexual, trabalhos análogos a escravidão e a extração de órgãos como fins principais dessa prática desumana, ou seja, a objetificação do ser humano como um algo que pode ser trocado, vendido e usado. Nesse contexto, encaixa-se a frase do sociólogo Karl Marx pois afirma que " no capitalismo, tudo é mercadoria". Desse modo, é de extrema importância combater esse tráfico, uma vez que gera a degradação do sujeito, tanto física quanto psicologicamente, e viola seus direitos humanos, sua liberdade e dignidade individual.

Portanto, é imprescindível que as ONGs sociais fomentem parceria com empresas privadas em troca de reconhecimento popular, para que atuem com mais frequência em áreas de extrema pobreza, disponibilizando alimentos, empregos, materiais de higiene e roupas aos mais necessitados, a fim de evitar que tais indivíduos vulneráveis se submetam a exploração ou propostas ilusórias, diminuindo, por conseguinte, o tráfico dos mesmos. Em consonância, o Ministério do Desenvolvimento junto à ONU devem promover campanhas, difundidas nas redes sociais, que alertem e instruam a população de como não acreditar, identificar e denunciar propostas falsas que tem por fim o contrabando humano. Assim, o cenário exploratório difundido a séculos passados, por diferentes nações, não será mais uma realidade para o mundo atual.