É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 29/09/2018

A ilicitamente colonial modernidade

O século XVIII foi marcado pelo tráfico de escravos africanos para colônias europeias na América com o intuito de trabalhar desumanamente. Essa prática arcaica, ainda que ilegal, persiste, mas com povos de distintas etnias estimulados pela fictícia promessa de melhoria de vida, que oculta os verdadeiros propósitos - os quais referem-se a fins variados como a exploração sexual e o trabalho forçado. Frente a esse cenário, torna-se fundamental, por parte de órgãos estatais fiscalizadores e meios que propiciam a veiculação de propagandas a favor desse ato, combatê-lo com urgência.

O mundo globalizado, mesmo sendo responsável pela ampliação de oportunidades em diversos setores é, também, agente direto na promoção do aumento da desigualdade social, causando frande disparidade entre os extremos financeiros. Sob esse viés, as pessoas pertencentes às classes desfavorecidas lidam diariamente com severas dificuldades para a sobrevivência, o que gera maior suscetibilidade dessas a crer em propostas fantasiosas que pregam uma rápida metamorfose na vida da vítima. Isso ocorre, muitas vezes, por meio de comuns redes sociais que, por não possuírem uma eficaz vistoria de conteúdos, ofertam ao traficante a não intencional possibilidade de camuflar mensagens e enganar indivíduos sem suficiente instrução para perceber o golpe. Dessa maneira, uma ação colonial acontece sem que haja denúncias e punição.

Nesse contexto, o tráfico de pessoas, contrário ao constitucional direito à liberdade, possui objetivos diversos. Entre eles, destacam-se: a prostituição - representada na telenovela brasileira “Salve Jorge”, em que mulheres eram traficadas com esse fim para a Turquia-, o trabalho doméstico análogo à escravidão, a retirada de órgãos para comercializar no mercado negro e a prestação de serviços forçados. Um claro exemplo desta foi encontrado, entre imigrantes, em uma empresa na Avenida Paulista, o que demonstra a presença desse ato ilegal até em grandes capitais. Sendo assim, percebe-se a extrema incorreção  dessa prática, necessitando de imediata intervenção.

Visto o quão ilícito o tráfico de pessoas se constitui, seu combate torna-se essencial. Portanto, a fim de atenuar ao máximo esse crime, o Ministério da Segurança, em parceria com a mídia, deve tornar vigente na sociedade o princípio de liberdade defendido pelos Direitos Humanos, por meio de ações voltadas à fiscalização e à repressão das atividades em pauta, com enfoque no aumento da rigidez no meio virtual - analisando minuciosamente publicações e páginas suspeitas - e na melhoria da investigação e do monitoramento de empresas, seja em locais remotos ou grandes centros. Dessa forma, o ilicitamente colonial tráfico será, progressivamente, extinguido da modernidade.