É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 27/10/2018
A situação mercatória do individuo foi regra desde o início do mundo e, somente no século XX, em 1948, na Convenção de Direitos Humanos da ONU, os países se comprometer a erradicar o tráfico de pessoas. O comércio clandestino humano acontece, quase exclusivamente, em locais pobres (no caso do Brasil, especialmente nas periferias, favelas ou cidades pequenas) ou de conflito, onde pessoas sem oportunidade acabam, por vontade própria ou obrigadas, sendo exploradas e violadas.
A pobreza sempre foi um fator de vulnerabilidade associada a renegação de direitos básicos. Muitos traficantes buscam nestes locais moças que abasteçam o mercado de prostituição em países ricos. Sem instrução ou escolhas, elas acabam aceitando viajar a incerta oportunidade. A mão de obra escrava também é frequente, como trabalhadores pobres do sul asiático que viajam ao rico Oriente Médio e terminam sem direitos e em locais de trabalhos insalubres, com a Copa do Mundo de 2022 no Catar sendo a face mais atual desse problema.
Já os países em conflito, a maioria localizados no Norte da África e Oriente Médio, são também palcos de tráfico. Aqui a busca está associada a sobrevivência e fuga de guerras. Entretanto, a oportunidade de paz é frequentemente transformada em exploração e prostituição, e as promessas de redenção se tornam pesadelos piores que a vida no país de origem.
Assim, para acabar com o processo de tráfico, é assertivo cumprir a meta traçada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. No caso brasileiro, em que a pobreza é o grande vilão, é necessário que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal criem laços mais fortes bilaterais para troca de informação entre países a fim de deter traficantes. Estes órgãos devem, também, manter uma verba publicitária fixa para divulgação de que esta prática ainda existe, com foco nos locais de situação social mais precária, de modo a evitar novos casos, seja pela conscientização das potenciais vítimas ou de familiares para ter ciência e alertar destes riscos.