É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 04/04/2019
A Organização das Nações Unidas (ONU), no Protocolo de Palermo, em 2003, define tráfico de pessoas como o “transporte ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de fraude, de engano para fins exploratórios.” Infelizmente, o Brasil está entre os países que mais trafica pessoas para fora do país. Nesse caso, é preciso analisar as causas para que a persistência desse crime, no Brasil, seja ainda tão grande.
Em primeiro lugar, uma das maiores causas do tráfico humano é um dos maiores problemas do Brasil é a desigualdade social. De certo, a maioria das pessoas que são traficadas moram em regiões traficadas com índices de pobreza altos. Por terem baixa perspectiva de vida, baixos empregos e grande evasão escolar, elas acabam se iludindo com o discurso do aliciador garantindo emprego, altos salários e uma vida melhor, como aconteceu com a personagem Morena da novela Salve Jorge que, por estar desempregada e querendo dar uma vida melhor para sua família, aceita o “emprego”, viaja à Turquia, onde acaba descobrindo o golpe que caiu e percebeu que foi vítima do tráfico de pessoas. Isso mostra que pessoas de baixa renda são as mais vulneráveis.
Outra causa a ser abordada é a falta de informação sobre o crime. Pelo fato de a mídia não falar muito sobre tal assunto, muitas pessoas não sabem como ocorre todo o processo de tráfico, não sabem como desconfiar de tal “convite dos sonhos” que seria trabalhar fora. Segundo o sociólgo Bauman, “a sociedade atual está imersa em uma inversão de valor, já que o dinheiro se sobrepõe, muitas vezes, à vida humana”, ou seja, o tráfico se aproveita daquilo que é o bem mais precioso que é a capacidade de sonhar, querer mais.
Portanto, a mídia e as escolas, por meio da TV, internet, cartilhas e palestras, devam informar sobre e como é feito o tráfico humano, para fazer com que as pessoas fiquem mais atentas aos perigos de como esse crime funciona. Ademais, o Governo federal poderia realizar subsídios com companhias de transporte, em especial as aéreas, para que seus funcionários sejam treinados para identificar supostos tráficos e denunciar. Assim, a persistência do tráfico de pessoas no Brasil poderá diminuir.