É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 18/08/2019
O tráfico de seres humanos, apesar de atual, ocorre desde a idade média. Países marcados por instabilidade política, econômica e social são os mais afetados e trazem consigo o peso árduo de pessoas, em especial mulheres e crianças, usadas como “moedas de troca” em transações ilícitas.
Durante os séculos das grandes navegações e colonizações, países abdicavam de novos territórios para expansão comercial e traziam consigo os “perdedores”, que eram usados como escravos em construções civis, trabalhos domésticos, entre outras atividades, visando lucro rápido ao menor custo. Por aproximadamente 400 anos o tráfico negreiro foi uma das principais atividades comerciais administradas e gerou profundos conseguintes, principalmente para mulheres, exploradas sexualmente e trazidas por redes internacionais de traficantes para trabalhar como prostitutas.
Em 2000, através do Estatuto do Tribunal Penal Internacional, a prática foi instituída como crime organizado transnacional. Foram intitulados vários mecanismos ao combate do tráfico de seres humanos, mas, infelizmente, ele continua crescendo. Segundo estudos feitos pela OMT - Organização Mundial do Trabalho - o tráfico humano movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, em que 79% das vítimas são destinadas a prostituição em seguida ao comércio de órgãos e à exploração de trabalho escravo em latifúndios, na pecuária, oficinas de costura e na construção civil.
As forças de oferta e demanda decorrentes deste comércio ilegal gera prejuízos incalculáveis para a saúde física e mental das vítimas, além de ocasionar futuras desigualdades socioeconômicas e culturais.
É preciso que organizações intergovernamentais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) reformulem suas legislações, tal que melhorem as rígidas punições para crimes que infringem os direitos humanos. Focando, também em países com índices de pobreza e desigualdades econômicas. Sendo os mais afetados, promover ações publicitárias que alertam e previnam as pessoas de se tornarem possíveis vitimas é uma maneira de reduzir índices futuros.