É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 26/08/2019
Historicamente, a colonização do Brasil foi marcada pelo recrutamento à força de milhares de africanos e posteriormente de indígenas. Apesar da Princesa Isabel ter posto fim à escravidão, legislativamente, em 1822, de forma alarmante inúmeras pessoas ainda sofrem diversas formas de exploração forçada. Devido à falta de medidas públicas e a despreocupação da mídia, milhares de brasileiros se tornam vítimas dessa realidade que gera traumas físicos e psicológicos.
Inicialmente, vale ressaltar a falta de divulgação sobre o transporte ilegal de pessoas. Segundo o sociólogo Noam Chomsky, o Estados Unidos é o país mais terrorista do mundo, entretanto não é visto dessa maneira pela sociedade pois como possui o poder econômico e , consequentemente, tem o poder midiático, consegue ser formador de opinião. Analogamente, como o tráfico de pessoas geralmente ocorre com as de baixa renda, a mídia e o governo não se preocupam arduamente em divulgar a triste realidade. Dessa forma, a situação não é colocada em pauta, não é discutida e, consequentemente, o problema se perpetua.
Nessa perspectiva, milhares de indivíduos têm seus direitos “roubados”, são foçados a trabalhar e são explorados sexualmente. Os direitos universais de liberdade, igualdade e fraternidade, criados na Revolução Francesa de 1789, são simplesmente removidos sem consentimento das vítimas dessa exploração. Tais indivíduos vivem com traumas físicos e psicológicos que os acompanharão pelo resto de suas vidas pois passaram por situações extremas, indesejáveis por qualquer ser humano. O sociólogo Nobert Elias diz que nossa cultura é consequência do meio social, dessa forma deve-se colocar em pauta a triste realidade da exploração de pessoas, para que nossa cultura não seja lembrada por aquela que fingiu não ver as atrocidades que eram feitas com uma parcela de sua população.
Destarte, é mister que o governo, por meio da destinação de parte dos impostos arrecadados, invista em órgãos especializados no combate ao recrutamento ilegal de pessoas - órgãos que sejam atuantes não só no combate, mas também na divulgação da gravidade dessa realidade - a fim de orientar a população não só sobre como agir, mas também como se precaver. Além disso, a mídia deve divulgar notícias e fazer campanhas para que a abrangência da divulgação seja a maior possível. Dessa forma, o problema será discutido no cotidiano da sociedade, será colocado em pauta em pauta e fim de evitar tal exploração e não simplesmente ignorá-la.