É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 16/10/2019

Define-se o tráfico humano como a prática ilegal de recebimentos de lucros e benefícios sobre o trabalho de uma pessoa que se encontra privada de sua liberdade. Essa atividade ainda se constitui como sério problema no Brasil e no mundo, necessitando de total atenção e engajamento pelas esferas sociais principalmente.

Atualmente, o tráfico de pessoas é considerado como o terceiro mercado mais rentável, perdendo apenas para o de armas e de drogas. Movendo cerca de 32 bilhões anuais, sendo a ONU (Organização das Nações Unidas), essa transferência ilegal pode ser destinada para diversos fins, como no uso para trabalhos braçais ou para exploração sexual, respectivamente 36% e 58%. Muitas vezes, a obtenção de vítimas nem é feita de forma forçada, mas sim como uma proposta de emprego ou a realização de um sonho. Inúmeras pessoas acabam aceitando, o que revela o desconhecimento da sociedade sobre o quão amplo e próximo esse mercado pode ser.

Ainda mais, por culpa de uma cultura estruturalmente machista, na qual o corpo feminino é objetificado, muitas pessoas não observam a exploração sexual como um ato de violência, o que gera descaso social com as mulheres destinadas à prostituição, as quais acabam marginalizadas.  Para dar voz a estas jovens vítimas da violência sexual e conscientizar a população mundial, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murat, se tornou ativista após ser explorada pelo Estado Islâmico durante 3 meses no Iraque.

Portanto, tendo em vista o maior conhecimento e engajamento social sobre o tema, cabe ao governo a ampliação de campanhas sobre o tráfico humano em canais midiáticos, como rádios, redes sociais e televisão. Além disso, é necessário que a sociedade se responsabilize pela observação e denúncias de possíveis casos, dificultando o surgimento de novas vítimas. Afinal, de acordo com o filósofo iluminista Voltaire, “todos os homens têm iguais direitos à liberdade, à sua prosperidade e à proteção das leis.”