É fundamental o combate ao tráfico de pessoas
Enviada em 13/09/2020
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa o fundamental combate ao tráfico de pessoas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, há um desequilíbrio em condutas governamentais, o qual rompe essa harmonia, haja vista que são feitas poucas fiscalizações de entrada e saída do país.
Outrossim, destaca-se a falta de informações para com a população como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com boas propostas, traficantes iludem pessoas prometendo uma vida melhor em outro no lugar, surpreendendo às quando chegam.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um país melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam uma melhor escolhas em governantes, quando forem as urnas e atenção na maneira coletiva de pensar, revendo as pessoas em que confiamos, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.