É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 17/12/2020

Conforme visto, nos 300 anos do Período Colonial Brasileiro, o comércio do tráfico negreiro era recorrente e lucrativo para a administração mercantil. Contudo, com o intuito de impulsionar o capital para si, a Inglaterra, no ápice de sua Revolução Industrial, concebeu leis contra essa prática. Entretanto, ao longo dos anos, hodiernamente, essas leis ainda são desrespeitadas e violadas, já que há a persistência da prática do tráfico de pessoas, ora para ascender o mercado sexual, ora para arrancar a liberdade imposta por lei.

Antes de mais nada, foi retratada, na novela “Salve Jorge”, a exploração sexual de Morena - traficada, inconscientemente, devido ao desejo de melhoria econômica apresentadas com as oportunidades empregatícias em um outro país. Para mais, analogamente, fora da ficção, os cidadãos traficados são enganados e apresentam trabalhos forçados para promover a circulação financeira e, ao mesmo tempo, dar suporte à vida dos traficantes. Nesse contexto, em 2020, de acordo com “G1”, essas “oportunidades” florescem a migração de 2 milhões de pessoas por ano e, consequentemente, atraem compradores do serviço explorado. Ademais, os empregos sexuais existentes no Globo, foi previsto por Karl Marx que cita o uso do capitalismo em transformar tudo em mercadoria. Dessa maneira, portanto, o anseio por riquezas desses traficantes, burlam os direitos humanos, principalmente, o da liberdade.

Outrossim, está presente na bandeira de Minas Gerais: “Liberdade ainda que tardia”. Sob essa luz, é retratada, na 17ª temporada de Grey’s Anatomy, uma jovem que está presa mentalmente, decorrente das constantes ameaças que recebia pela traficante, não utilizava os recursos presentes na Lei, uma vez que o medo ocasionou o silêncio e o surgimento de problemas psicológicos. Assim, com a ida ao hospital, médicos suspeitaram do tráfico e garantiram a liberdade e o tratamento da jovem. Logo, nessa perspectiva, ao sair do meio ficcional, as ameaças impostas aos traficados e a restrição do cumprimento das leis devem ser repensadas.

Em suma, são necessárias soluções para os impasses do combate ao tráfico de pessoas. Para isso, o Ministério da Justiça, aliado à órgãos de saúde e de transporte, deve elaborar, em meios de comunicação, panfletos informacionais sobre estatísticas matemáticas da quantidade de pessoas traficadas e expor os direitos que a população brasileira possuem, a fim de não terem receios ao realizarem denúncias. Além de, instruírem profissionais do transporte a verificar o objetivo da migração e impulsionar conversas brandas para um possível cidadão traficado, para, assim, em conjunto, amenizarem, gradativamente, o tráfico que se iniciou com o sistema mercantil da Colônia.