É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 26/12/2020

Durante o Brasil Colonial, a construção da sociedade se fez por intermédio do tráfico de pessoas para o regime escravo, no qual era um dos comércios mais lucrativos do mundo. Entretanto, mesmo com os avanços sobre os direitos humanos, o tráfico de pessoas ainda é uma realidade, devido casos de adoção ilegal e a vulnerabilidade social. Desta maneira, analisar tais problemáticas e buscar soluções é preciso.

Em primeiro plano, vale destacar os casos de adoção ilegal como influentes nesse sistema. Sabe-se que a burocracia no sistema de adoção permite com que a fila de crianças e adolecentes, aptos a serem adotados, cresça e demore com os processos em espera. Desse modo, muitos casais que desejam constituir uma família por esse meio tentam agilizar os tramites e resolvem adotar ilegalmente, o que contribui para o tráfico de pessoas. Segundo a Organização Mundial do Trabalho, cerca de 25 a 30% das vítimas de tráfico humano são crianças, reforçando tal vínculo.

Outrossim, a vulnerabilidade social é um fator a ser estudado. Geralmente, os aliciadores do tráfico de pessoas atuam em regiões que carecem de condições básicas, como educação e emprego. Essa realidade, aliada a ausência de uma fiscalização eficaz, colabora para que os criminosos ajam sem medo de serem punidos. A exemplo pode-se mencionar uma reportagem do site Politize, na qual informa sobre o que é o tráfico de pessoas e quais são as principais causas desse crime, confirmando a falta de oportunidades e a vulnerabilidade como fatores.

Portanto, atuar para que o comércio ilegal de pessoas não seja algo natural, como no Brasil Colônia é necessário. Sendo assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com universidades, deve criar um programa de monitoramento desse tráfico, por meio do vínculo de dados, mapeamento dos locais de maior incidência e investigações, a fim de punir e retardar essa prática. Ademais, ONGs relacionadas a educação devem implantar cursos técnicos em locais vulneráveis, por meio da demanda das regiões, a fim de gerar expectativa de vida e senso crítico.