É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 04/01/2021

Rapunzel é uma princesa que vive em uma torre subordinada aos interesses de uma bruxa pelos poderes de seu cabelo mágico, tornando-se refém e sem sua liberdade. Esse conto pode fazer referência ao tráfico humano no Brasil, já que, assim como a princesa, as vítimas são privadas de seus direitos diante de interesses de criminosos. Esse impasse ocorre não só devido à desigualdade social, mas também por uma questão histórica do país, os quais devem ser combatidos.

Primordialmente, é notório que o problema persiste por fatores de desigualdade social. A teoria Malthusiana dizia que a população sofria com um crescimento tão acelerado, que resultaria em fome e miséria. A partir disso, houve um crescimento na população, mas não gerou necessariamente o previsto por Malthus, e sim uma má distribuição de renda. Em decorrência disso, muitas vítimas se tornam vulneráveis devido à necessidade de sustento de si próprias e da família. Logo, são atraídas facilmente por criminosos que lhe apresentam propostas com melhores qualidades de vida, transformando-as em vítimas do tráfico humano.

Ademais, é importante refletir que a problemática do tráfico humano se comporta como herança histórica na sociedade brasileira. Desde a colonização, o tráfico de pessoas foi introduzido no Brasil por meio da vinda forçada de negros africanos, os quais eram submetidos à exploração pelos senhores. Nesse sentido, atualmente o país não se desfez dessa atividade colonial, uma vez que, utiliza o tráfico de pessoas para transformar pessoas -sobretudo as vítimas da desigualdade social-, em “objetos” de abuso, através de violência física, sexual e psicológica.

Portanto, urge que o problema do tráfico humano seja solucionado. Cabe ao Governo Federal gerar mais empregos, com intuito de combater a desigualdade e garantir um avanço na qualidade de vida da população. E, a mídia -com seu papel influenciador-, deve atuar nos meios de comunicação e direcionar alertas para os brasileiros por meio de redes sociais e propagandas, as quais disponibilizarão não só relatos de vítimas como também “disque denúncia” e modos de prevenção do crime. Por fim, o país se libertará tanto da herança colonial, quanto das vítimas que se comportam como Rapunzel.