É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 20/09/2021

Sabe-se que no século XX, com a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o ato de traficar pessoas é inadmissível universalmente pelo fato de infringir direitos essenciais ao indivíduo, como o direito à liberdade, a segurança e a igualdade. No entanto, no século XXI, o tráfico de pessoas persiste na sociedade, trazendo consequências como a escravidão sexual, o trabalho forçado e até morte de pessoas a fim de realizar a extração de órgãos e tecidos para venda.

Sob tal viés, nota-se, de início, o aumento no número de pessoas que foram vítimas desse tipo de crime. Diante disso, foi realizada uma coleta de dados pelo jornal O Globo, nos 16 Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), do Ministério da Justiça e constatou que houve o aumento de aproximadamente 8% no número de vítimas entre 2015 e 2016, somando 797 vítimas. À vista disso, foi reportado pela revista Época, o caso de Carina, brasileira que foi traficada e vítima de exploração sexual na Espanha e no Caribe. Dentre as principais promessas feitas pelas quadrilhas é de uma boa remuneração e bons empregos, tendo como alvo principalmente as pessoas de baixa renda e pouca escolaridade.

Além disso, outro fator que dificulta extinguir com esse tipo de crime, é o alto lucro que vem dessa prática, que apenas em 2004, obteve uma receita total anual de U$ 9 bilhões de dólares. Em contrapartida, foi criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a “Semana de Mobilização do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas” aliada à “Campanha Coração Azul”, a fim de conscientizar a sociedade sobre a luta contra o tráfico de pessoas, como também as formas de denunciar e oferecer ajuda aos indivíduos que foram vítimas desse tipo de crime.

Por fim, como Bill Gates uma vez disse: “O como você reúne, administra e usa a informação, determina se você vencerá ou perderá”. Diante disso, a Polícia Federal aliada à Interpol e as mídias nacionais e internacionais devem criar uma cartilha internacional de prevenção e identificação de tráfico de pessoas, por meio de uma conferência entre especialistas policiais e advogados, com intuito de listarem comportamentos suspeitos, como denunciar e que seja amplamente divulgado por meio de comerciais, jornais, revistas e campanhas, a fim de alertar a sociedade de como ocorre esse tipo de crime, como prevenir, além de diminuir o número desse tipo de crime.