É fundamental o combate ao tráfico de pessoas

Enviada em 25/09/2021

O livro “Rim por rim”, de Júlio Ludemir retrata os dois lados do comércio ilegal de órgãos, aponta a vida de alguns recifences que se submetem a vender um órgão para ter dinheiro e a luta de doentes em busca de saúde a qualquer custo. Infelizmente, a venda ilegal de órgãos não é a única problemática do país, uma vez que o tráfico de pessoas para exploração sexual ou trabalho forçado tem se tornado mais recorrente. Nesse contexto, percebe-se que tal problema ocorre devido a falta de perspectivas futuras das vítimas e fiscalização falha, necessitando de medidas para as questões no Brasil.

Primeiramente, é válido ressaltar que segundo o Relatório Global Sobre Tráfico de Pessoas da ONU de 2018 grande parte das vítimas de tráfico de pessoas apresentam vulnerabilidade econômica. Logo, devido a falta de esperança em melhores condições de vida qualquer proposta de emprego parece favorável, o que acarreta em um aumento dos trabalhos em condições similares a escravidão. Assim, nota-se como atitudes são cruciais para o combate ao tráfico humano.

Ademais, o tráfico de pessoas viola os direitos humanos previstos na Carta Magna brasileira, já que  as vítimas são privadas de liberdade, integridade física, à saúde, expressão e até mesmo à vida. Prova disso é o conceito analisado pelo sociólogo Karl Marx: “tudo é mercadoria”, ou seja, quando as garantias fundamentais de um indivíduo deixam de ser efetivadas, o ser perde toda a sua essência, tornando-se apenas um objeto. Diante disso, ações são inevitáveis para que a Constituição Federal seja devidamente executada, e o tráfico humano seja erradicado.

Sendo assim, fica explícito quão grave é o tráfico de pessoas. É preciso, então, uma ação do Ministério da Justiça, como órgão responsável pelas garantias constitucionais, juntamente a Polícia Federal e Polívia Rodoviária Federal intervenções mais severas com relação a fiscalização das rodovias e dos aeroportos, com o intuito de prevenir o tráfico humano no país.