É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 19/10/2019
Promulgada em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tem o Brasil como signatário. Contudo, a constatação de que a desigualdade de gênero ainda perdura com força no país, afronta os compromissos firmados em 1948. Tal problema se manifesta na diferença salarial entre gêneros e o tratamento desigual que permeia todos os aspectos de vida social, remontando herança histórica patriarcal.
Mormente, é notória a diferença salarial entre gêneros, e esta situação é fruto, apenas, de preconceito, já que não encontra sustentação em critérios objetivos. Nesse sentido, estudo apresentado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), sediado na Suíça, aponta que o Brasil é um dos países com maior disparidade entre salários de homens e de mulheres. Além disso, este estudo aponta, que países reiteradamente acusados por violações aos direitos das mulheres, apresentam menos diferenças remuneratórias. Tal disfunção social não tem amparo racional, tendo em vista que homens e mulheres, hoje, possuem o mesmo acesso à formação educacional. Portanto, essa anomalia deve ser enfrentada na busca de uma sociedade mais justa.
Outrossim, cabe análise da cultura patriarcal, que acompanha a sociedade ocidental e interfere na construção dos papéis sociais. Dito isto, constata-se uma condição de opressão histórica que permeia os papéis femininos, onde um processo lento e gradual de superação das desigualdades começa a tomar forma. Isto posto, evidencia-se a capacidade da escola de catalisar esse processo de superação de desigualdades. Dessa forma, posiciona-se Kant, filósofo alemão, quando afirma que o homem é o resultado da educação que este recebeu. Enfim, para alcançar uma verdadeira resinificação social na busca da isonomia de gênero, a escola é instituição de vital importância.
Destarte, medidas são imperiosas para a superação da desigualdade de gênero no país. Assim, urge a necessidade de o Poder Legislativo apresentar projeto de lei, construído por meio de audiências públicas, com a participação de parlamentares e representantes de organizações civis, para o combate discriminações dessa natureza. Tal lei preverá punição ao preconceito sexual no mercado de trabalho. Ademais, as escolas deverão instituir o mês do combate à desigualdade de gênero, com a realização de palestras e oficinas artísticas, tendo a participação de especialistas nas atividades. Dessa maneira, haverá um contraponto promovido pela escola à cultura patriarcal, catalisando uma mudança mentalidade nos alunos. Assim sendo, o enfrentamento do problema será efetivo e o compromisso de zelar pela igualdade entre as pessoas, firmado perante o mundo em 1948, honrado.