É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 09/03/2020
Em 2018, cerca de 2000 mulheres perderam suas vidas no nordeste brasileiro após serem violentadas pelos seus companheiros matrimoniais, segundo dados da plataforma digital G1. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público de justiça, a qual por falta de investimentos em propagandas educativos de estímulo à igualdade de gênero, gera o principal problema do país: não valorização da mulher na sociedade. Assim, observa-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.
A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta para assegurar a inclusão social do grupo feminino. Mário de Andrade, importante poeta brasileiro, diz: “o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir”. Tal assertiva faz referência à cidade grega Esparta, onde a mulher não era classificada como cidadã e, consequentemente, era submetida ao patriarcalismo - sistema social no qual o sexo feminino era submissa ao homem. Por tudo isso, a Constituição de 1988 estabeleceu a cidadania da mulher, a qual passa a obter o direito à vida, à participação política e social e à liberdade.
Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados no combate à desigualdade de gênero. Nesse sentido, semelhante ao ocorrido no nordeste brasileiro em 2018, inúmeras mulheres possuem seus direitos limitados. Isso ocorre porque há pouco investimento pelo Ministério da Justiça em palestras, gincanas escolares e propagandas midiáticas capazes de destacar a importância da mulher e, por conseguinte, a igualdade de gênero; algo grave, tendo em vista que não discutir com a comunidade sobre a cidadania e os direitos femininos vai em desencontro com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo é garantir a proteção, a vida e a liberdade de todos os indivíduos.
Depreende-se, portanto, que ações a favor da igualdade de gênero devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Justiça, órgão responsável por assegurar o acesso aos direitos, deve investir em propagandas educativos de estímulo ao respeito ao gênero sexual oposto, por intermédio de gincanas escolares, palestras entre profissionais da justiça e comunidade e propagandas midiáticas em horário integral, com o objetivo de diminuir o número de brasileiras mortas e aumentar a igualdade de gênero. Somado a isso, cabe à população discutir em seu núcleo familiar sobre a valorização da mulher na sociedade, com vistas a tornar a igualdade de gênero um tema passível de discussão e reflexão.