É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI
Enviada em 17/03/2020
Consoante José Hebert de Souza, sociólogo brasileiro aponta que o desenvolvimento humano só ocorrerá quando a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, solidariedade, diversidade, liberdade e participação. Entretanto, percebe-se que a igualdade de gênero, mesmo sendo uma luta antiga, ainda persevera na nas camadas sociais do mundo contemporâneo. Desse modo, vê-se que devido às raízes históricas e culturais do mundo ainda se nota a persistência da desigualdade de gênero, sendo necessário avaliar as problemáticas encontradas na sociedade mediante a temática.
Em uma primeira análise, é válido pontuar que o machismo está presente na sociedade há muitos séculos, tendo registros datados desde Atenas, na Grécia antiga, em que a mulher era diminuída e submissa ao homem. Dessa maneira, valida-se que a manutenção dos esteriótipos femininos para com suas funções é uma marca da sociedade que se mantém presente entre as gerações e dificulta o processo de igualdade. Por isso, nota-se que a necessária reeducação social do papel feminino no século XXI.
É notório observar que, segundo o Pnad e o IBGE, a mulher ainda continua sofrendo preconceitos nas inúmeras esferas sociais, desde a domiciliar ao ambiente externo de trabalho, revelando as dificuldades enfrentadas pelas mesmas na sociedade. Desse modo, verifica-se a insegurança pública e social da mulher que lida com uma problemática resistente, antiquada e forte, em que devido a relativização na criminalização propicia o uso recorrente dessa forma de preconceito. Por esse motivo, percebe-se a imprescindível necessidade de reformulação das formas punitivas que vigoram no judiciário do mundo todo.
Fica claro portanto, que muito falta para a consolidação desse ponto fundamental na sociedade: a igualdade, sendo necessária que a ONU crie projetos escolares obrigatórios que mostrem o “novo papel da mulher”, isto em parceria com as federações de todos os continentes que, através de palestras cheguem às crianças de rede pública e privada, para que as mesmas não participem da manutenção de preconceito, tendo como exemplo a Irlanda que propicia uma política de reeducação desde cedo e garante a quase inexistência do preconceito de gênero. Além disso, os direitos humanos devem reformular as leis existentes para que fique claro a criminalização de toda e qualquer forma de discriminação de gênero, que através dos órgãos fiscalizadores se crie um novo número de disque denúncia, não apenas para violência física, mas para a moral, o abuso no trabalho e outros, para que a vítima se sinta segura em qualquer lugar do globo. Sendo, portanto, medidas como essa que a sociedade civil alcançará o desenvolvimento humano citado por Herbert.