É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 23/03/2020

A Constituição Cidadã, de 1988, postula que todos os cidadãos brasileiros têm direitos iguais perante a lei. Entretanto, percebe-se que a árdua questão da igualdade de gêneros, ainda em discussão no século XXI, enfrenta  diversos obstáculos, tal como a permanência do machismo entre os indivíduos e a extrema diferença de tratamento no ambiente de trabalho. Dessa forma, faz-se imprescindível que as Escolas e o Ministério do Trabalho labutem em prol de solucionar tais celeumas.

Cabe pontuar, a princípio, que a cultura machista não é algo apenas da contemporaneidade, mas que tem, desde a antiguidade, acarretado mazelas extremamente negativas para o corpo social. Nesse sentido, vale lembrar dos costumes dos gregos antigos, os quais não aceitavam que as mulheres participassem de nenhuma atividade da comunidade, mesmo que essas obtivessem conhecimento do assunto, seja político, econômico ou social. Hodiernamente, nota-se que tais práticas ancestrais é concomitante a realidade, na qual muitas mulheres ainda passam por dificuldades para serem aceitas em empregos, principalmente de alta patente, cargos políticos e ocupações profissionais de alta remuneração, mesmo que preencham todos os pré requisitos acadêmicos e profissionalizantes.

Cabe mencionar, ainda, que a desigualdade trabalhista enfrentada pelo sexo feminino é um dos dilemas da diferença entre gêneros. A esse respeito, vale destacar que segundo reportagem publicada pela revista VEJA, o salário do jogador Neymar é, aproximadamente, 200 vezes maior que o da Jogadora Marta, mesmo quando os dois desempenham a mesma função no time. Logo, é notório que a discrepância salarial é extremamente elevada, o que apenas reafirma o caráter desigual e injusto dos ambientes laborais da sociedade atual.

Entende-se, portanto, que a desigualdade de gêneros acarreta várias mazelas negativas, as quais precisam ser atenuadas. Dessa forma, é mister que as Escolas e Universidades, juntamente com a Secretária da Mulher, gere compreensão acerca da necessidade de manter a equivalência de tratamento fornecido a cada pessoa, independente do sexo biológico; seja por meio de debates, seja através de rodas de conversas - entre alunos, comunidade e profissionais da área - com intuito de que a sociedade tupiniquim entenda a importância da equidade. Também, urge que o Ministério do Trabalho, divulgue dados sobre a necessidade da participação feminina para a sociedade, para que as pessoas percebam o quão relevante é a atuação da mulher no corpo social. Assim, é inegável que o fornecimento de oportunidades igualitárias à população femínea é imprescindível para o corpo social.