É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 17/04/2020

Considerado como primeiro romance literário do mundo, Genji Monogatari foi escrito em 1008, por uma mulher. Lady Murasaki Shikibu foi uma romancista e poeta japonesa que viveu na época do imperador japonês Michinaga, quando as mulheres eram isoladas do universo externo e obrigadas a ignorar a “linguagem culta”, sendo esta somente posse dos homens. Desse modo, é possível perceber que a sociedade atual ainda apresenta esse caráter machista e preconceituoso, sendo imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI. Seguindo essa linha de pensamento, é notório que buscar a igualdade de gênero não torna as pessoas “iguais”, mas sim equivalentemente capazes e livres. No entanto, para que todos sejam vistos igualmente capacitados de realizar toda e qualquer atividade, é preciso que todas as pessoas arranquem a face intolerante e hostil presente em suas árvores genealógicas e em muitos casos, em si próprios.

Hodiernamente, o uso da violência, tanto verbal quanto física, é recorrente ao se tratar desse assunto. Contrariamente à violência e aos abusos, foram criados movimentos e campanhas que procuram destruir as barreiras de preconceito. Um exemplo de movimento é o feminista, como o criado pela doutora em Literatura e também feminista norte-americana Kate Millet, conhecido como “sexual politics”.

Criado em 1960, a “política sexual” descrevia a sexualidade como o cerne da opressão das mulheres. Apesar de, esses movimentos rodarem o mundo e terem milhões de apoiadores, são muitas vezes alvos da violência, da opressão e do julgamento da sociedade patriarcal tradicional.

Portanto, garantir que todos os seres humanos tenham seus direitos protegidos é essencial. Em suma, é importante promover movimentos que mostrem que sua vida e suas funções na sociedade não estão ligadas ao sexo e sim, ao querer. Além disso, impedir que salários sejam dados de acordo com o sexo e não com a função exercida, como ocorre constantemente na atualidade. Concluindo, é necessário ressaltar que a educação, a alimentação e a moradia são a base da vida, mas o respeito, a opção de escolha e a aceitação são o viver.