É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 14/05/2020

Desde 1919 a Organização Internacional do Trabalho aprovou uma medida que garantia a igualdade salarial entre homens e mulheres, porém a desigualdade salarial entre os gêneros no Brasil é algo visível e o preconceito atinge todas as mulheres inseridas no mundo trabalhista e consequentemente fomentando disparidades e injustiças na sociedade. Além de que, uma das causas da concepção das dissemelhanças é a criação distinta de meninas e meninos dos quais desde a infância as meninas são inseridas em padrões de delicadeza e os meninos são criados com um espírito violento.

Em primeira análise, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística quanto mais elevado o grau de escolaridade das mulheres no mundo trabalhista, maior a diferença salarial na comparação com os homens, ou seja, quanto mais especializada profissionalmente a mulher mais desigualdade e injustiça ela sofre no mercado de trabalho. Da mesma forma, isso pode gerar diversas decorrências psicológicas no individual feminino e pode-se citar a aversão ao seu emprego e aos seus colegas além da injustiça econômica envolvida. Outrossim, pode-se salientar que tais desigualdades fomentam consequências funestas na sociedade tais como a normalização de barbaridades como o fato de muitos indivíduos acreditarem que as mulheres merecerem ganharem menos por seu gênero.

Diante um segundo olhar, o preconceito de gênero ocorre desde a infância e está enraizado na sociedade até por meio da criação da população mais nova, afinal as meninas são ensinadas desde pequenas a serem submissas e delicadas enquanto os meninos são instruídos a serem líderes e a lidarem com a violência, isso contribui para a formação de mulheres acanhadas e inseguras e homens violentos que acreditam que são superiores. Isso é consoante com o pensamento da escritora Chimamanda Adichie que profere que é importante que se comece a planejar um mundo mais justo e para isso é necessário criar nossas filhas de uma maneira diferente, ou seja, é necessário mudar a educação infantil para fomentar uma equidade maior na sociedade e promover indivíduos autênticos.

Sob tal prerrogativa, O ministério da Economia em conjunto com a Secretaria de Trabalho deve melhorar as disparidades salariais entre gêneros, sendo realizado por meio de adequação aos salários de empregados que exercem a mesma função e trabalham pelo mesmo número de horas e com a finalidade de promover uma sociedade mais igualitária. Além disso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve estimular uma conscientização acerca dos malefícios da criação binária e da discrepância educacional, sendo desempenhado por meio de palestras nas escolas e destinadas aos pais e responsáveis dos alunos e com o objetivo de suscitar uma mudança na educação e garantir a formação de indivíduos livres e análogos segundo os preceitos de Chimamanda Adichie.