É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 15/05/2020

Em 1919, a Organização Internacional do Trabalho aprovou uma medida que garantia a igualdade salarial entre homens e mulheres, porém a desigualdade salarial entre os gêneros no Brasil é algo visível e o preconceito atinge todas as mulheres inseridas no mercado de trabalho e que consequentemente fomenta disparidades e injustiças na sociedade. Além de que, uma das causas da concepção das dissemelhanças é a criação distinta de meninas e meninos, tal qual desde a infância as meninas são inseridas em padrões de delicadeza e os meninos são criados com um espírito violento.

Em primeira análise, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quanto mais elevado o grau de escolaridade das mulheres no mundo trabalhista, maior a diferença salarial na comparação com os homens, ou seja, quanto mais especializada profissionalmente mais desigualdade a mulher sofre no mercado trabalhista. Da mesma forma, isso pode gerar diversas decorrências psicológicas no individual feminino e pode-se citar a aversão ao seu emprego e aos seus colegas, além da parcialidade econômica envolvida. Outrossim, pode-se salientar que tais desigualdades fomentam consequências funestas na sociedade, tais como a normalização de banalidades, como o fato de muitos indivíduos acreditarem que as mulheres merecerem ganharem menos apenas por seu gênero.

Diante de um segundo olhar, o preconceito de gênero ocorre desde a infância e está enraizado na sociedade por meio da criação da população mais nova, afinal o público feminino é ensinado desde pequeno a ser submisso e delicado enquanto a comunidade masculina é instruída a ser líder e agressiva. Além de contribuir para a formação de mulheres inseguras e homens violentos e preponderantes, bem como resultado acarretando a violência doméstica. Isso é consoante com o pensamento da escritora Chimamanda Adichie, que profere que é preciso planejar um mundo mais justo e para isso é necessário criar as meninas de uma maneira diferente, ou seja, é necessário mudar a educação infantil para fomentar uma equidade maior na sociedade e promover indivíduos autênticos.

Sob tal prerrogativa, o Ministério da Economia, em conjunto com a Secretaria de Trabalho, deve melhorar as disparidades salariais entre os gêneros, sendo realizado por meio da adequação aos salários de empregados que exercem a mesma função e trabalham pelo mesmo número de horas, com a finalidade de promover uma sociedade mais igualitária. Além disso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve estimular uma conscientização acerca dos malefícios da criação binária e da discrepância educacional, sendo desempenhado por meio de palestras nas escolas e destinadas aos pais e responsáveis, com a finalidade suscitar uma mudança na educação e garantir a formação de indivíduos livres e análogos segundo os preceitos de Chimamanda Adichie.