É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 21/05/2020

Em 1988, as mulheres são reconhecidas como iguais aos homens. Em 2002, “falta de virgindade” deixa de ser crime. Em 2018, a importunação sexual é considerada ilegal. Todas essas conquistas foram fundamentais para assegurar, cada vez mais, a igualdade de gênero. Todavia, ainda persiste o contraste entre os sexos, fator que afeta negativamente vários indivíduos, logo, mostra-se necessário mais mudanças nesse âmbito.

De acordo com a Constituição, “todos são iguais perante a lei”, mas, na prática, isso não é muito respeitado. Em uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil, mulheres recebem 20,5% a menos que os homens, uma realidade que mostra a desigualdade entre os gêneros e reforça a necessidade de se lutar pela equidade. Além disso, a presença feminina na política é muito escassa, pois segundo o UOL (Universo Online), apenas 15% do Congresso é composto pelo sexo em questão, índice muito baixo que demonstra a falta de representatividade desse grupo na sociedade contemporânea.

Ademais, vários paradigmas sociais persistentes, desse contexto, impactam homens e mulheres. Nesse cenário, destaca-se a série “Anne With An E”; a obra aborda o papel dos gêneros de forma crítica, em que, devido à imposição de uma sociedade patriarcal, não havia liberdade de escolha sobre como se portar e o que fazer, pois era obrigatório seguir conforme o tradicional, em que o sexo feminino devia ser frágil, delicado e recatado, enquanto o masculino devia trabalhar e ser sinônimo de força. O seriado demonstra a toxicidade disso sobre homens e mulheres que fogem a esse padrão, de forma a intensificar a importância da igualdade.

Portanto, tais dilemas precisam ser redefinidos. Logo, para fazer jus à equidade pregada na Constituição, cabe ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos modificar as desigualdades citadas, mediante a criação de mais leis a favor da igualdade de gênero e pela fiscalização delas, de forma a evitar disparidades legais e motivar a quebra desses paradigmas sociais. Assim, a sociedade dará mais um passo em sua linha de evolução.