É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 26/06/2020

A submissão feminina, culturalmente intrínseca pelo patriarcado, existe desde o início da civilização e, certamente, continua presente na sociedade atual. A desigualdade de gênero, declarada inexistente por alguns, é uma discriminação social que prioriza o gênero masculino em detrimento do feminino e de gêneros não binários. Segundo uma pesquisa da Ipsos, em 2017, 28% dos entrevistados, no mundo todo, acreditam que não existem diferenças sociais e de direitos entre homens e mulheres. Inquestionavelmente, a opressão e inferiorização da mulher são fatores muito presentes na sociedade atual, não só no Brasil quanto no mundo, e cabe ao Estado desenvolver medidas para garantir a igualdade entre os gêneros.

Como resultado do patriarcado e do machismo, a desigualdade de gênero foi enraizada na sociedade, visto que esses dois fatores colocam o homem como superior em diversas relações sociais, que vão do trabalho até a estrutura familiar. Segundo uma pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho, mundialmente, existe uma diferença salarial de 20% entre homens e mulheres que ocupam cargos semelhantes. No Brasil, essa diferença é maior, segundo um levantamento feito com base em dados do Cadastro Geral de Desempregados de 2019, o salário feminino corresponde à 67% do  masculino.

Além de desigualdades no mercado de trabalho, as mulheres possuem pouca representatividade política, segundo dados da União Interparlamentar, no Brasil, apenas 10% dos deputados federais são mulheres. A participação política feminina é muito importante por proporcionar um debate adequado em torno de questões como saúde e segurança pública. Embora a legislação eleitoral brasileira demande que cada partido deve reservar pelo menos 30% de suas vagas para candidatas femininas, esse mecanismo contribuiu muito pouco para ampliar a atuação política feminina, visto que o percentual de mulheres no poder permanece o mesmo desde 1940, segundo a União Interparlamentar.

Portanto, cabe ao Governo Federal e ao Ministério do Trabalho a implementação de medidas que visam a igualdade salarial e no ambiente de trabalho. Ademais, é necessária a parceria com centros culturais para que sejam realizadas palestras sobre o tema, afim de conscientizar a população. Faz-se necessário a elaboração e o envio de um projeto de lei, de origem popular, à Câmara, visando garantir a igualdade social e a punição daqueles que a descumprirem. É primordial ressaltar os direitos femininos presentes na Constituição brasileira e incentivar o combate ao sexismo nas escolas, por meio de palestras, cartazes e divulgação na internet. Deste modo, o Brasil caminhará para uma sociedade mais desenvolvida, humanizada e aberta à todos.