É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 26/11/2020

Em 2017, foi lançado pela produtora Netflix um documentário polêmico chamado “Laerte-se”. Esse retrata a trajetória da cartunista e chargista brasileira Laerte. Pelo ponto de vista de um protagonista transexual, o longa evidencia que as minorias, atualmente, precisam lutar para receber um tratamento igualitário e garantir os seus direitos. Apesar dos avanços no tratamento social e legal das diferentes expressões de gênero, há, ainda, certo sentimento intolerante em muitas atitudes no coletivo, principalmente diante de novas definições.

Primeiramente,  vale ressaltar que a Constituição Federal de 1988  consagrou o princípio constitucional da igualdade, afirmando no artigo 5º - baseado no princípio de isonomia - que “todos são iguais perante lei”, e reafirmando no inciso primeiro do referido artigo que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”. A Constituição Cidadã é, sem dúvidas, um marco na luta por igualdade de gênero e contra discriminação, em um contexto histórico em que uma mulher sempre foi tratada de forma preconceituosa e discriminatória. Prova avanços é que  em 2010, foi eleita a primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rouseff.

Outrossim,  no século XX, ainda que Alan Turing - grande matemático e cientista de inglês - tenha ajudado intensamente a salvar a Inglaterra e o mundo da Segunda Guerra Mundial, foi quimicamente castrado, condenado e severamente punido por sua orientação sexual, que posteriormente suicídio. É possível enxergar que tal situação, atualmente, têm se tornado cada vez mais comum, haja vista que diversos autocídios ainda ocorrem devido à LGBTfobia. Segundo William Hazlitt , escritor inglês, o ódio nasce da falta de conhecimento. Pode-se associar isso à intolerância, tendo em vista que a sociedade ainda não compreende as diferenças entre identidade de gênero, orientação sexual e sexo biológico.

Torna-se necessário, portanto, que a fim de criar um ambiente de igualdade e respeito , medidas sejam retiradas. O governo em parceria com instituições educacionais e ONGs  deve promover debates  e aulas expositivas sobre respeito e constituição, enaltecendo a importância do artigo 5º. Além disso, palestras de líderes de movimentos ativistas  - relacionados à igualdade de gênero - devem ser feitas para propagar o respeito ao próximo sem distinção de gênero.  Assim alcançaremos uma sociedade que entenda,