É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 02/12/2020

“A história da humanidade é a história da luta…” entre os gêneros. Adaptando a famosa frase de Karl Marx, chegamos a um dos maiores obstáculos para a construção de uma sociedade justa e igualitária: a desigualdade entre homens e mulheres. A diferença salarial, o estigma de sexo frágil, a expectativa social a qual são submetidas e o machismo do cotidiano são problemas enfrentados por milhares de mulheres ao redor do mundo. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, é válido ressaltar que, historicamente, a mulher vem sendo subjugada pela cultura patriarcal. Isso porque, desde as primeiras civilizações, a maioria das sociedades fez do homem seu pilar de sustentação. Em pleno século XX, essa característica foi reforçada pelo “American way of life”, que vendia a imagem da mulher perfeita como a dona de casa, mãe zelosa e esposa dedicada. Sendo assim, não é de se estranhar que, mesmo após os avanços do pós-guerra, mulheres continuem sendo alvos da desigualdade, cujo reflexo, no caso brasileiro pode ser percebido na diferença salarial – segundo dados do IBGE, ainda era de 30% no ano de 2014.

É fundamental destacar ainda que a questão do gênero não se limita à problemática “homem x mulher”. Ela está associada também à ideia de identidade e à possibilidade de todo ser humano de desenvolver capacidades pessoais e fazer escolhas sem ser limitado por estereótipos da sociedade. Sendo assim, a comunidade LGBT também se mostra ativa na luta pela igualdade entre os gêneros e na efetivação de seus direitos civis. A recente conquista de transgêneros do uso do nome social em suas matriculas em algumas universidades brasileiras e a disponibilização no Facebook de novas definições de gêneros para seus usuários mostram a força desses movimentos.

Dessa forma, portanto, podemos ver que, Simone de Beauvoir acreditava, apenas com a cooperação entre homens e mulheres, no sentido biológico dos termos, pode-se redefinir os papéis dos gêneros. Como grande formadora de opiniões, é papel da mídia difundir o movimento e atuar em parceria com ONGs em campanhas pela igualdade. Além disso, cabe à escola, com o auxílio da família, combater o sexismo ainda em seu começo, estimulando o respeito mútuo entre as crianças. Por fim, é papel do Estado, por meio de incentivos à indústria e parceria com os meios de comunicação, reforçar que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” na forma da nossa Constituição. Dessa forma, o Brasil poderia tentar superar a desigualdade social