É imprescindível garantir a igualdade de gênero no século XXI

Enviada em 10/04/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo assédio, seja pela desigualdade de gênero. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências da tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o assédio sexual rompe essa harmonia, haja vista que quase metade das mulheres já sofreram assédio sexual no trabalho, segundo pesquisa realizada pelo Linkedin e da consultoria de inovação social Think Eva.

Outrossim destaca-se a desigualdade de gêneros como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a diferença salarial em ambientes profissionais esta imersa em um fato social, no qual os cidadãos, de maneira coercitiva, não têm conhecimento de algo que poderia melhorar o futuro profissional do outro e, consequentemente, ajudar o país.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à constituição de um mundo melhor. Destarte, o poder público deve criar medidas que fiscalizem como desigualdades de salários entre os gêneros nas empresas, e atribuir uma multa àqueles que não cumprirem com os anseios da constituição. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao assédio, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.